Arquivos da Categoria: Opinião

opinião retrô

1. a cubana lá

Estou completamente por fora desse assunto, porém uma coisa é certa: só ela sabe o que é viver em Cuba… e se as pessoas acham Cuba tãoooo legal assim, pq ela não vão morar lá?!

Não entendo esse povo, sinceramente!

2. o corinthians

Devia ter saído do campeonato e pronto, simples assim!

Agora me colocam um menor pra assumir a culpa, e o advogada ainda diz que vai provar que ele é culpado! Oi? Advogado não faz o contrário???

Quero ver quanto tempo vai durar essa liminar de “jogos sem torcida”…

ps: sou corinthiana por parte de pai.

3. o papa

Não sou religiosa, e nunca fui com a cara desse papa, mas achei muito humilde a decisão tomada por ele.

Afinal de contas, por mais que a igreja católica esteja perdendo o poder, ela ainda sim é A igreja católica, saca?

Que ele tenha um excelente fim de vida ao lado do seu irmão.

4. o oscar

Sempre o mais do mesmo…

Sim, adorei a Michele Obama apresentando o prêmio de melhor filme!

E sobre os filmes:

O lado bom da vida – é legal, mas não sei porque estava concorrendo ( ref. a todas as categorias em q foi indicado).

Djando livre – excelente, mas só se vc gosta de Tarantino. (merecido o oscar de ator coadjuvante)

As aventuras de pi – meu queridinho, mereceu todos que ganhou.

Os miseráveis – não gosto de musicais, mas é muito bom.

Argo – é um bom filme, gostei muito, e é obvio que ele é americanista (não use esse argumento como crítica). Fiquei surpresa com o prêmio de melhor filme, mas queria que ele ganhasse.

 

É isso pessoal.

Até semana que vem com mais um opinião retrô! Mas só que não!

O Vendedor de Peixes

Eu sempre morei na rua da feira, me acostumei a atravessar ela todas as manhãs de terça-feira pra ir onde quer que eu fosse. Quando criança ia sempre com meu pai, pra comer pastel e ainda voltar pra casa com aquele sacão de massinha. Ir a feira sempre foi um programão pra mim, tem calor humano, e eu gosto disso.

Certa vez, quando eu tinha uns 14 anos se instalou na feira uma barraca de peixes um tanto duvidosa. A higiene era precária, o dono era muito humilde, não tinha muita instrução, não utilizava nada para manter a conservação dos pescados. Qualquer um percebia que ele fazia aquilo de maneira amadora para garantir um sustento honesto a sua família.

Na época da quaresma com os preços super em conta da barraca, o bairro em peso foi à feira e compraram praticamente tudo o que o humilde homem tinha para vender. Naquela semana ele certamente lucrou bastante com a sua barraca, e fez a alegria de toda sua família.

Só que o consumo dos pescados foi indigesto pra muita gente, eles causaram uma virose coletiva no bairro. Foi um tal de vomita pra lá, corre pro bainheiro pra cá, todo mundo com cólica, soro caseiro aos litros na tentativa de ressuscitar o vigor. O burburinho das senhoras revoltadas culpando os pescados tomou conta do bairro, e um ódio passou a ser alimentado por muita reflexão de horas sentados no trono. Ódio daquele miserável vendedor de peixes, que fez a alegria de muita gente com seus preços baixos.

Na semana seguinte, houve uma muvuca generalizada ao redor da barraca do vendedor de peixes, uns o xingavam, outros queriam destruir sua barraca, e havia também aqueles querem sempre partir pra violência e quebrar mesmo a cara do homem. Ele um senhor humilde ficou apavorado, disse que não tinha culpa alguma, e apresentou sua licença para funcionar. Meu pai interviu na confusão temendo que o pobre homem fosse lixado pelos furiosos. Conversou com as pessoas a sua volta, e também com o vendedor de peixes, acalmou os ânimos, esperou que o vendedor recolhesse suas coisas e fosse embora, só então voltamos pra casa.

Eu fiquei furioso com ele, eu também tinha passado mal, e queria ajudar a dar umas porradas naquele picareta que tinha envenenado o bairro inteiro. No caminho de casa, meu pai interrompeu os meus resmungos e me deu uma lição que só um pai pode dar a um filho.

Ele me disse que enquanto conversava com o vendedor de peixes, descobriu que ele havia pago propina para o fiscal da feira para vender seus peixes sem maiores problemas. Mais um motivo para eu querer ver ele se dar mal. Mas, meu pai, com toda sua sabedoria disse que todas aquelas pessoas que estavam ali querendo agredir aquele homem queriam mesmo era encontrar um culpado para o erro delas, estavam transferindo a culpa deles em terem procurado a alternativa mais barata, pois na semana anterior a barraca era um sucesso, os presos cabiam nos bolsos de todos, e ao comprar na barraca que visivelmente tinha a higiene precária, todos assumiram o risco de contraírem uma doença, ou passar mal como aconteceu.

Eu ainda sem entender no que isso eximia o vendedor de culpa perguntei ao meu pai; “Afinal de quem é a culpa?”. E então ele serenamente me respondeu que a culpa era da corrupção. Foi o fiscal corrupto que permitiu o vendedor montar uma barraca sem as devidas condições para funcionar, e que poderia ter matado varias pessoas com uma intoxicação alimentar. O fiscal poderia ter orientado o vendedor da forma correta, para que ele se adequasse as normas e montasse sua barraca do jeito certo, assim ele não teria feito mal a ninguém. Foi também por sermos corrompidos pelos preços baixos que incentivamos o homem a continuar a vender seus pescados de forma precária, se ninguém comprasse os peixes dele, ele certamente não os venderia mais.


Nos últimos dias tenho visto na TV especialistas de diversas áreas apontado possíveis culpados pela tragédia de Santa Maria. E me lembrei dessa lição que meu pai me deu, a culpa é de todos nós que somos coniventes com a corrupção. Porque tragédias acontecem há todo momento, aviões caem, "Titanics" afundam, prédios desabam, mas a corrupção é a tragédia não percebida que à entre nós, melhor, é percussora de uma série de erros não anunciados que acabam desembocando em catástrofes como a de Santa Maria. Mas o defeito principal do País talvez seja a displicência, irmã da eterna incompetência que nos aflige desde a colônia. São as tragédias em gestação. Os problemas só surgem quando não há mais solução. Vejam os jornais, onde as notícias são sobre coisas que não deram certo, erros de cálculo, obras inacabadas, preços superfaturados, uma lista diária de fracassos, do que poderia ter sido e não foi. Ou então a inocência eterna: ninguém sabe de nada, ninguém pecou, ninguém roubou nunca. São os "desacontecimentos" que a corrupção permite acontecer a todo momento.

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236 Sonhos roubados, 236 vidas perdidas, 236 mães desesperadas, 236 famílias desoladas e 1 país unido em uma única dor.

Autor: @robsonpnx

Sobre tragédias e culpados!

Em dias como os de hoje, pensamentos: poderia ser eu, um parente, uma amigo…

Estamos chocados e penalizados com a situação que aconteceu em Santa Maria – RS, assim como ficamos com tantas outras tragédias que ocorreram no Brasil e /ou no mundo!

De quem é  a culpa, afinal?!

Do dono, do segurança, da banda…

“Testemunhas afirmam que seguranças fecharam as portas para impedir a saída sem pagamento, mesmo com os gritos das pessoas.”

Quando estamos envolvidos na situação é praticamente impossível ser imparcial… mas prefiro acreditar que fatalidades acontecem e que todos nós somos vitimas!

 

Significado de Tragédia

s.f. Gênero dramático que trata das ações e dos problemas humanos de natureza grave. A tragédia envolve questões sobre a moralidade, o significado da existência humana, as relações entre as pessoas e as relações entre os homens e seus deuses. Geralmente, no final das tragédias, o personagem principal morre ou perde seus entes queridos.

Significado de Culpado

adj. e s.m. Que, ou aquele que tem culpa, que delinquiu, que é causador de.
Culposo.
Criminoso, réu, acusado.