Tatuagem

Ter filhos é como fazer uma tatuagem, por isso devemos pensar muito bem antes de decidir fazer ou tê-los, como preferirem!

Um tema especifico esta esquentando o clima no segundo turno das eleições presidenciais, o aborto. Não é novidade para nenhum de meus amigos, que sabem onde eu moro, a facilidade com que se consegue remédios para este fim. Há também uma facilidade enorme em se encontrar clinicas clandestinas onde o procedimento é feito em péssimas condições de higiene. E mesmo com a proibição, é grande o numero de mulheres que recorrem a esses métodos para por fim a suas gestações indesejadas.

É tudo uma questão de opinião eu sei, e eu sou a favor da descriminação do aborto, isso porque este já é feito ilegalmente por cerca de 3 milhões de mulheres todos os anos no Brasil, então dizer que é ilegal não impede ninguém de fazer. Uma pesquisa no Brasil indica que 3 a cada 10 mulheres entre 15 e 30 anos já fizeram ou fariam um aborto sem nenhum ressentimento. Ok, o corpo pertence a mulher e ela pode e deve fazer dele o que quiser, isso não esta em julgamento.

Nos casos de estupro, onde em grande parte a vitima correr sérios riscos de vida se levar adiante a gravidez, o aborto já é permitido, também em casos onde há má formação do feto ele é permitido, mas só em casos assim. E como ficam as mulheres que engravidaram e não tem a menor estruturar de se manter durante a gestação, ou criar o bebê?  Não podemos solucionar isso simplesmente liberando o cytotec. Por isso acredito que descriminalizar o aborto vai trazer a tona a real dimensão do problema, ficariam expostos o nível e a integridade dos profissionais de medicina que fazem, quantas clinicas fazem, porque as mulheres fazem!

E mais que descriminar o aborto, a sociedade deve preparar as futuras gerações para que, ter filhos não se torne algo assim tão banal como comprar um cãozinho no petshop, e não se tenha tão fácil acesso ao cytotec que ele venha a se tornar a próxima pílula do dia seguinte!

Discriminar não quer dizer que eu aceite ou concorde com quem faz. Mas, discriminar vai nos permitir saber quem e por que fez, vai nos ajudar a educar melhor nossos filhos, a escolher melhor os médicos aonde vamos, e principalmente vai reduzir os riscos de se fazer abortos em fundo de quintal.

Junto com a descriminalização devem vir politicas publicas alertando dos riscos do aborto, falando abertamente com jovens e adultos, pais e filhos, sobre como evitar uma gravidez indesejada. O aborto não pode ser o remédio para a natalidade exagerada, e muito menos para que se possa planejar a família. Tem que se ter também uma reestruturação do sistema de saúde, para que ele não fique superlotado de mulheres na fila de espera por um aborto.

E caso a lei contra o aborto venha a cair algum dia, essa decisão ainda será tardia, porque a igreja não pode determinar o que é certo ou errado numa sociedade do sec. XXI, ela deve apenas passar seus princípios adiante e quem quiser que os siga. O dever do estado é de garantir as politicas de saúde publica para que o aborto não venha a se tornar mais um método anticoncepcional.

Autor: @robsonpnx

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Sobre Robson Almeida

Baiano radicado em São Paulo, Paulistano de coração | Diletante da Escrita | Efémero | Lascivo | Bucólico | Butequeiro | Blogueiro | Meio Intelectual | Meio de Esquerda | Gente Diferenciada...

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