B–A–R–B–Á–R-I-E

  • Maníaco entra em escola e mata 12 crianças em abril de 2011;
  • Jovens espancam um rapaz na Av. Paulista em novembro de 2010;
  • Eliza Samudio executada a mando do goleiro Bruno ex-flamengo em junho de 2010;
  • Psicótico mata o cartunista Glauco e seu filho Raoni em março de 2010;
  • Isabella Nardoni jogada do sexto andar pelo pai em março de 2008;
  • Policia atira contra carro de família no Rio e mata garoto de 3 anos em julho de 2008;
  • João Hélio de 6 anos foi arrastado por 4 bairros no Rio de Janeiro em fevereiro de 2007;
  • Casal Richthofen assassinados com consentimento da filha em outubro de 2002;

…Não vamos fazer nada?

Esta pergunta foi feita pela revista VEJA em fevereiro de 2007, com o caso do menino João Hélio, arrastado por 11 quilômetros no Rio de Janeiro, uma barbárie cometida por menores, fato que mexe com os sentimentos de qualquer um até hoje. De lá pra cá o que mudou na nossa justiça? Temos mais segurança hoje? As respostas todos sabem!

A sociedade esta perplexa mais uma vez, pelo ocorrido desta quinta-feira dia 07/04/2011, um homem de 23 anos entrou numa escola no Rio — onde ele havia estudado, e sofrido bulling na adolescência — e atirou varias vezes contra os alunos matando 12 deles e deixando outros tantos feridos! Ver o Sargento que baleou ele ser aplaudido por cumprir seu trabalho não me deixou feliz, se a policia carioca tivesse cumprido seu papel e feito um policiamento preventivo, onde um estranho não entra numa escola sem antes ser revistado, ele não teria virado um pseudo-herói nesta historia toda. Ai eu mais uma vez refaço a pergunta:

— Não vamos fazer nada?

A sociedade como um todo já não tem mais reação a violência, já não nos sentimos capazes de lutar, ou reivindicar o que quer que seja, claro que todos nós achamos o maior dos absurdos quando vemos um dos casos acima retratados na TV, mas mesmo nos horrorizando com a violência não fazemos nada, rola no máximo uma conversa sobre o assunto no bar, na faculdade, no colégio, no trabalho, e depois voltamos a vida normal, a espera dos próximos e torcendo para que não sejamos o protagonista do boletim do Datena.

Não temos reação por que já não nos é possível saber quem é mocinho e quem é bandido nesse país, e acredito eu que todo mocinho tem um pouco de bandido, mais até do que possamos imaginar!

Uma não ação, já é uma ação em si, por isso ao não fazermos nada, estamos consentindo que a violência, e a impunidade continue, e é isso que permite uma criança praticar bulling no colégio, um Policial disparar uma bala perdida com endereço certo, um parlamentar construir um castelo sonegando impostos, e tudo mais que a gente vê.

apolotorres8

Pra finalizar, deixo um trecho da musica Fórmula Mágica da Paz — Racionais Mc’s que diz muito a respeito do que precisamos fazer para mudar um pouco nossa triste realidade:

2 de novembro era finados, eu parei em frente ao São Luís do outro lado e durante uma meia hora olhei um por um e o que todas as senhoras tinham em comum: a roupa humilde, a pele escura, o rosto abatido pela vida dura, colocando flores sobre a sepultura ("podia ser a minha mãe"). Que loucura! Cada lugar uma lei, eu tô ligado, no extremo sul da Zona Sul tá tudo errado, aqui vale muito pouco a sua vida, a nossa lei é falha, violenta e suicida…

Autor: @robsonpnx
Imagem: Apolo Torres

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Sobre Robson Almeida

Baiano radicado em São Paulo, Paulistano de coração | Diletante da Escrita | Efémero | Lascivo | Bucólico | Butequeiro | Blogueiro | Meio Intelectual | Meio de Esquerda | Gente Diferenciada...

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