Economia Samurai

Escrevi este artigo para um trabalho de economia, ficou legal e resolvi postar aqui. Espero que gostem!

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O ultimo mês foi perturbador para os japoneses, as catástrofes ocorridas no Japão chocaram o mundo todo. O terremoto, o tsunami e a crise nuclear que se segue, depois da devastação de 11 de março intensificarão ainda mais as dificuldades de uma nação em crise. Até agora, foram confirmadas 13 mil mortes, enquanto cerca de 15 mil pessoas continuam desaparecidas, no pior desastre japonês desde a Segunda Guerra Mundial. A tragédia devastou cidades e vilas, destruiu propriedades e deixou milhares de pessoas sem nada.

Ainda assim o mundo se pergunta; o que será da economia japonesa?

Bancos estimam que a economia japonesa deva ficar seis meses em recuperação e o PIB encolher pelo menos 1%, a atividade econômica praticamente parou e o consumo e investimentos devem permanecer fracos até a metade do ano. O governo correu para reagir à altura: o banco central fez a maior injeção financeira da história do Japão – 183 bilhões de dólares a serem emprestados às empresas e à população para estimular o consumo. Mas, para um país que ha anos vem lutando para pagar sua divida externa e não consegue crescer de forma contínua há pelo menos uma década voltar a ser potencia econômica será tarefa de Samurai. Ao todo o Banco Central japonês já injetou o equivalente a 937 bilhões de dólares no sistema financeiro para tentar estabilizar a economia pós-terremoto.

Os efeitos da tragédia japonesa estão sendo sentidos principalmente nas indústrias automobilística e eletroeletrônica. Grandes corporações como Toshiba, Canon, Sony, entre outras fecharam muitas fabricas nas regiões atingidas o que vem causando um certo pânico no mercado mundial pela falta de componentes eletrônicos para atender as demandas cruciais de equipamentos de alta tecnologia, como semi-condutores e iPhones. A Toyota, maior fabricante de automóveis do mundo, suspendeu toda produção no país podendo atrasar sua produção anual em 500 mil carros. Essa perda em números pode significar US$ 1.2 bilhões no ano fiscal de 2010 e passar de US$ 2.4 bilhões no ano fiscal de 2011. O mesmo também aconteceu com as montadoras Honda e Nissan com números diferentes é claro.

Além da indústria, a agricultura japonesa também sofre bastante por conta do desastre, a produção de carnes suínas e bovinas assim como a produção de grãos tiveram uma acentuada redução, levando o Japão a importar mais produtos agrícolas, incluindo itens básicos como arroz e leite. Mas, segundo o analista Jean-Yves Chow o recuo na produção japonesa terá pouco impacto no comercio mundial. "As importações de arroz e leite em pó desnatado poderiam, em teoria, aumentar drasticamente — mas os níveis dos estoques atuarão como amortecedor", disse Chow.

De todo modo, especialista acreditam num impulso para o próximo ano, em 2012 estimasse que o PIB japonês cresça de 1,4% para 1,5%. Pois se há muita destruição, há muito que reconstruir. E, em meio à queda generalizada na bolsa, as ações das construtoras subiram entre 15% e 20% desde o terremoto.

Mas, o impacto econômico não se compara ao trauma humanitário.

Autor: @robsonpnx

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Sobre Robson Almeida

Baiano radicado em São Paulo, Paulistano de coração | Diletante da Escrita | Efémero | Lascivo | Bucólico | Butequeiro | Blogueiro | Meio Intelectual | Meio de Esquerda | Gente Diferenciada...

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