Será que a Dilma vai dançar ao som do Calle 13?

A presidente Dilma Rousseff esta em Caracas para uma maratona diplomática: fará a primeira visita oficial ao colega Hugo Chávez e por lá terá bilaterais com Cristina Kirchner (Argentina) e Evo Morales (Bolívia).

A concentração de presidentes na Venezuela se deve à inauguração, na sexta, da Cúpula da América Latina e Caribe (Calc) que fundará oficialmente a Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe), o órgão que pretende ser um fórum político para as Américas e Caribe sem a participação de Estados Unidos e Canadá.

O Brasil, responsável pela realização da primeira Calc, em Salvador, em 2008, é um entusiasta da Celac, uma espécie de “OEA (Organização dos Estados Americanos) dos pobres” no momento em que a entidade original cambaleia sem dinheiro e incomoda Brasília por conta dos ditames da Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra a hidrelétrica de Belo Monte.

Hoje, é a vez da presidente brasileira participar de uma reunião da Unasur (União de Nações Sul Americanas), outra iniciativa cara ao governo brasileiro.

Para o Brasil, Celac e Unasul se complementam na nova arquitetura de instituições multilaterais, ainda que analistas tenham dúvidas sobre efetividade da acumulação de burocracia e sobreposição de cúpulas.

A ideia do Brasil é ter a Celac como um grande fórum político, nos moldes do Grupo do Rio, nascido nos anos 80 no bojo das negociações de paz na América Central. A ata de criação do organismo deve fixar os mecanismos de tomada de decisão — provavelmente o consenso — e a periodicidade dos encontros.

O papel da Unasul é articular também ao nível setorial, num arcabouço de cooperação cada vez mais robusto. Depois de criar um Conselho de Defesa, a organização avança em temas como saúde e infraestrutura. Na reunião, os presidentes devem ratificar o plano de 31 projetos prioritários para a integração física da região.

Como bom anfitrião Chávez pretende fazer uma grande festa para criar a OEA dos pobres. Ao som do porto-riquenho Calle 13 e do estrela da música clássica Gustavo Dudamel. O prato principal é a canção "Latinoamerica", por supuesto, tudo isso ao ar livre num parque de Caracas…

Segue ai uma amostra do som que vai embalar a dança da Presidente Dilma:

Vai Presida, o som do Calle 13 é da hora!

Autor: @robsonpnx

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Sobre Robson Almeida

Baiano radicado em São Paulo, Paulistano de coração | Diletante da Escrita | Efémero | Lascivo | Bucólico | Butequeiro | Blogueiro | Meio Intelectual | Meio de Esquerda | Gente Diferenciada...

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