Mais um na multidão ?

De dentro do ônibus vi um homem andando de bicicleta, o dia estava bonito ensolarado e aquele homem parecia tão pleno ali na sua magrela deslizando sob o asfalto, poderia ser só o efeito da endorfina liberada pela pedalada mas ao lado carros e etc., ele parecia de origem nordestina e me lembrei de uma cena da novela Tieta do Agreste, Tieta diz ao seu amante Osnar – vamos para São Paulo comigo? – Ele responde – lá eu serei só mais um nordestino, aqui eu sou Osnar!

O politicamente correto e a sociologia… comecei a pensar!!! ui que medo!!!

O mundo é cheio de diversidade em todos os âmbitos, será que realmente em algum lugar somos só mais um? Ou sempre fazemos parte do todo? Correntes sociológicas e filosóficas afirmam que somos apenas mais um na multidão, e outras que sempre faremos parte do todo. Antes tudo era demarcado (senhor-senhor, escravo-escravo), todos apenas aceitavam sua condição, houveram mudanças, maravilhosas mudanças, claro ainda estamos engatinhando no humanismo e igualdade, mas o ser humano conquistou avanços significativos na sociedade com o pensamento de que não era só mais um, e que fazia parte de um todo a ponto de gerar uma mudança.

Uma parte de si desconhecida e pungente impulsiona a realizar algo. Que parte de mim é essa?

Hoje é dia há muita mídia danosa a nossa mente e coração, o que é ser famoso? Em vários níveis as pessoas fazem coisas importantes todos os dias, um amigo não da mídia lê para crianças da periferia e briga por elas, o lixeiro que recolhe meu lixo é essencial, os professores, os motoristas de ônibus, a moça que vende lanches na porta do meu trabalho… Enfim várias pessoas que compõe o cotidiano de alguma forma e não são mais um na multidão, são peça fundamental no andamento da vida.

Discordo do personagem de Tieta, ele nunca seria só mais um na multidão enquanto tivesse dentro de si o brilho do homem que andava de bicicleta.

Diferen_a

Ninguém é mais um  na multidão e todos fazemos parte do todo. Esse é meu leigo pensamento.

:Branca Raffi

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Sobre Branca Raffi

... paranaense, paulistana desde a primeira garoa aos 7 anos de idade e que adora vadiar pela paulista, augusta e centro da cidade observando as pessoas, amante das palavras, etílica, aspirante a tocar a vida das pessoas, eclética, ri sozinha, e sempre sonha que está voando...

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