Please Please Me, o pior álbum dos Beatles

Eu não tenho medo de dizer. Please Please Me é o pior álbum dos Beatles. E quem me conhece sabe que sou um fã doente dos quatro garotos de Liverpool – tanto que tenho a tatuagem de um deles no braço. Mas não posso ser uma tiete cega e ficar como um bobo comemorando o cinquentenário do álbum de estreia deles. Claro que se tocar Twist and Shout no rádio eu vou ouvir e cantarolar, mas esse álbum não é nem sombra dos que viriam a seguir. É válido como registro histórico, mas não como suprassumo delirante da trajetória do grupo britânico.

Os Beatles só se tornaram Beatles depois que conheceram Bob Dylan e as drogas – não estou fazendo apologia a elas, mas constatando um fato. As letras com profundidade, anarquia e sentimentalismo. As mudanças inesperadas nas harmonias. Os instrumentos exóticos. O amadurecimento musical. Tudo isso se tornou real a partir de Rubber Soul. E isso sim é Beatles.

Os Reis do Iê-iê-iê eram bregas, não muito diferente do The Fevers. Letras bobas e inocentes. Não ofendiam uma mísera mosca. Era um típico produto da indústria cultural, não era Beatles. Os Beatles eram revolucionários. Conseguiam transcender a música comercial. Vendiam fazendo algo inexplicável, difícil de entender. Isso sim é Beatles.

Por isso, nesse ano que comemora-se o cinquentenário do Please Please Me, agradeço ao Bob Dylan por ser a fagulha que transformou os garotos de Liverpool na maior banda de rock de todos os tempos.

PS: Beatles é melhor que Rolling Stones.

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