Coisas que eu sei, ou não sei sobre o amor!

Sou difícil pra amar. Demoro, porque preciso conhecer demais, preciso saber detalhes, preciso ter certeza, preciso não hesitar ao dizer que amo. Amo mesmo pouca gente, gente que cabe no número dos dedos de minha mão, talvez. Sou assim. E do amor desconheço quase tudo. Ainda tenho amor(es) demais pra aprender. Mas a parte pouca, o quase nada que sei dele, compartilho escrevendo minhas prosas.

A gente fala de amor como se soubesse o que isso significa. Ninguém sabe, de certo. Amor é meio como a incógnita daquela equação de vestibular que a gente até sabe qual é, mas não consegue produzir o raciocínio correto para acha-la. Amor é meio que adulto que ainda acredita em Papai Noel e recebe presentes todos os anos de alguém que não se sabe quem. Amor é meio que recortar corações de papéis vermelhos e prender na capa do caderno sem ter um nome escrito dentro deles. Amor é meio mistério, meio certeza, meio “eu-não-sei-o-que-estou-fazendo”, meio “vai-ser-você-pra-sempre”. Amor é amor único, amor que se repete, amor que já foi embora e depois voltou, amor que se perdeu de vista e disse Adeus. Amor é tanta coisa e eu nunca consegui entender tanta coisa de uma só vez.

Sabe aquela velha e ridícula história de que um amor se cura com outro, e que o tempo cura. A mesmice dessas histórias me irrita, os conselhos distintos sobre o amor me irritam. Não existe conselhos pro amor. Não existe cura pra algo que ficou pra trás, e nem frases de efeito que produzam um futuro de certezas. É Isso. O amor é incerto, assim como o futuro. O amor é o meio termo entre não querer e precisar. É aquilo que consome a alma, sem dar sinal de destruição. Vai destruindo devagar, que é pra não deixar rastro no presente, só para a dor desatinar num futuro distante. O amor destrói um casal quando se deixa levar pela indiferença, quando a reciprocidade já não existe mais. O amor destrói o que é possível, e o que achamos que é impossível também.

Em uns recados da vida, aprendi: se você teve dúvida ao dizer que ama, é porque não ama.

O amor é inexplicável, é imensurável, sem forma, sem altura, sem peso. Ama-se não pelos porquês, mas pelos apesares: ama-se não só pelas muitas virtudes, mas também, e apesar de todos os defeitos. Ah, amar é outra coisa! Amar é “a” coisa. Amar está em outro patamar, foge às compreensões, às explicações. Amar é abrir mão de suas próprias satisfações. Amar é amar. E não brinque de amar. Não se ama rápido, não se ama pouco: apenas se ama.

Autor: @robsonpnx

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Sobre Robson Almeida

Baiano radicado em São Paulo, Paulistano de coração | Diletante da Escrita | Efémero | Lascivo | Bucólico | Butequeiro | Blogueiro | Meio Intelectual | Meio de Esquerda | Gente Diferenciada...

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