A filosofia de “bandido bom é bandido morto” mata inocentes?

Há pouco mais de duas semanas Michael Brown foi morto por policias no pequeno vilarejo de Ferguson, próximo de Saint Louis, nos Estados Unidos.

Depois disso, uma série de protestos foram desencadeados em resposta a truculência da polícia contra a população negra – maioria esmagadora na cidade. Sendo que até o Governo Federal dos EUA interferiu e fará a investigação do assassinato.

O que aconteceu com o jovem negro na terra do Tio Sam é uma realidade muito palpável para os brasileiros. Posso citar o exemplo do caso do pedreiro Amarildo e o dançarino DG, que foram mortos em circunstâncias pouco esclarecidas e de forma arbitrária pela polícia.
 
Mas para nós (brasileiros) isso já não gera revolta, pelo contrário, vi nas redes sociais fotos do DG segurando armas e comentários justificando uma ação violenta da polícia. Como se dissessem: “olha aí o ‘dançarino’ segurando uma arma, coisa boa não fez, mereceu morrer”. E assistimos tudo isso quietos, com uma inércia que mostra como a violência está normatizada no Brasil – inclusive a violência policial.

Também temos que pensar que a polícia, assim como os políticos, representam a sociedade. Se somos corruptos, tal qual os políticos, somos violentos assim como a polícia. Devemos tomar como exemplo essa série de protestos em Ferguson pra refletir se a polícia de fato tem o direito de matar, seja estudantes, trabalhadores ou bandidos, e saber qual nossa responsabilidade nisso.
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