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A filosofia de “bandido bom é bandido morto” mata inocentes?

Há pouco mais de duas semanas Michael Brown foi morto por policias no pequeno vilarejo de Ferguson, próximo de Saint Louis, nos Estados Unidos.

Depois disso, uma série de protestos foram desencadeados em resposta a truculência da polícia contra a população negra – maioria esmagadora na cidade. Sendo que até o Governo Federal dos EUA interferiu e fará a investigação do assassinato.

O que aconteceu com o jovem negro na terra do Tio Sam é uma realidade muito palpável para os brasileiros. Posso citar o exemplo do caso do pedreiro Amarildo e o dançarino DG, que foram mortos em circunstâncias pouco esclarecidas e de forma arbitrária pela polícia.
 
Mas para nós (brasileiros) isso já não gera revolta, pelo contrário, vi nas redes sociais fotos do DG segurando armas e comentários justificando uma ação violenta da polícia. Como se dissessem: “olha aí o ‘dançarino’ segurando uma arma, coisa boa não fez, mereceu morrer”. E assistimos tudo isso quietos, com uma inércia que mostra como a violência está normatizada no Brasil – inclusive a violência policial.

Também temos que pensar que a polícia, assim como os políticos, representam a sociedade. Se somos corruptos, tal qual os políticos, somos violentos assim como a polícia. Devemos tomar como exemplo essa série de protestos em Ferguson pra refletir se a polícia de fato tem o direito de matar, seja estudantes, trabalhadores ou bandidos, e saber qual nossa responsabilidade nisso.

lululululululu…

– Erick, você ouviu falar nesse aplicativo que pode dar nota pr’os homens?

– É, ouvi falar sim. Mas não lembro nome.

– Se chama Lulu. Eu já baixei.

– E aí, legal?

– É engraçado, tem um monte de gente que conheço, o cara não precisa ser cadastrado, é linkado pelo Facebook.

– Caraca, que absurdo, que invasão de privacidade. E se eu não quiser ser avaliado? Que coisa absurda. Acho um tremendo mau gosto.

– Ah, que exagero.

– Que exagero nada. Se uma garota tiver cheia de ódio no coração e querer se vingar, certeza que vai destruir a vida amorosa facebookiana dele.

– Verdade. Mas pelo menos a gente descobre quem é quem.

– Mas uma pessoa que não é agradável pra você, pode ser pra outra. E se ele for mal avaliado, pode ter garotas que deixem de sair com ele por causa disso. Achei esse aplicativo um absurdo uma invasão de privacidade.
– Hahahaha, por falar nisso, eu te achei aqui.
– Sério? E aí?
– Não tem nenhuma avaliação sua.
– Pô, que triste. Me avalia bem aí?
– Há, sem vergonha. Tava todo bravinho com a invasão de privacidade e mimimi, mimimi e agora que ser avaliado? Não não, vai ficar sem nota. E ai de você se eu ver uma avaliação.
– Eita, que ciúmes bobo. Só uma notinha, vai?

– Não!

Pelos pelos

O assunto da semana já está instaurado e gira em torno dos pelos do sexo da atriz global. Confesso que isso me aguçou a curiosidade de ver a fotos. Saber porque raios se falou tanto só por causa de uma perereca peluda.

Os metrosexuais do século 21, que usam cremes, se depilam, fazem esfoliações e afins, não gostaram muito. Mal sabem eles que os pelos já foram a principal arma de sedução das feminista. Seus pelos diziam: “Não sou uma Barbie, sou mulher de verdade”. E que homem não tem fetiche por uma feminista? Independente e emancipada. Sem frescuras….

Nesses tempos coxinhas, o emaranhado de pelos da atriz foi rejeitado com nojinho por alguns (supostos) amantes do sexo feminino. Homens que não sabem ver a poesia por trás dos pelinhos, ou preferem manequins de plásticos – são lisinhas, mas sem vida.

S.O.S Mata Atlântica, pra cima desses!

La Naja Desnuda (1800), de Goya, foi a primeira peludinha a criar polêmica
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