Pensamentos soltos

Quando você chega no mundo ele já existe. Os dias já tem 24 horas, a semana 7 dias e o ano 12 meses. Seu lar, sua família já são seus, mesmo que você não os reconheça.

Você nasce no meio, bem no centro de tudo.Não importa a sua opinião, suas vontades e escolhas. O mundo já existe!

E enquanto seu traço se aproximam do outro, você tenta encontrar seu traço,sua razão de ser,o motivo pelo qual você existe…com muito esforço.

Como se o tempo todo você tivesse que provar sua existência.

Afinal, quem é você?

Você

consegue ser você?

Neste turbilhão de sensações e sentimentos, nos segundos que antecedem cada mergulho que você dará,quando o mundo inteiro parece estar boiando no mar…você consegue SER você?

Qual a decisão que te faz saltar?

Qual o seu impulso?

P

or que você pula?

Se você fechar os olhos e abrir o peito, você pula?

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A filosofia de “bandido bom é bandido morto” mata inocentes?

Há pouco mais de duas semanas Michael Brown foi morto por policias no pequeno vilarejo de Ferguson, próximo de Saint Louis, nos Estados Unidos.

Depois disso, uma série de protestos foram desencadeados em resposta a truculência da polícia contra a população negra – maioria esmagadora na cidade. Sendo que até o Governo Federal dos EUA interferiu e fará a investigação do assassinato.

O que aconteceu com o jovem negro na terra do Tio Sam é uma realidade muito palpável para os brasileiros. Posso citar o exemplo do caso do pedreiro Amarildo e o dançarino DG, que foram mortos em circunstâncias pouco esclarecidas e de forma arbitrária pela polícia.
 
Mas para nós (brasileiros) isso já não gera revolta, pelo contrário, vi nas redes sociais fotos do DG segurando armas e comentários justificando uma ação violenta da polícia. Como se dissessem: “olha aí o ‘dançarino’ segurando uma arma, coisa boa não fez, mereceu morrer”. E assistimos tudo isso quietos, com uma inércia que mostra como a violência está normatizada no Brasil – inclusive a violência policial.

Também temos que pensar que a polícia, assim como os políticos, representam a sociedade. Se somos corruptos, tal qual os políticos, somos violentos assim como a polícia. Devemos tomar como exemplo essa série de protestos em Ferguson pra refletir se a polícia de fato tem o direito de matar, seja estudantes, trabalhadores ou bandidos, e saber qual nossa responsabilidade nisso.

Efêmera

Viveu o amor das músicas, o brilho dos filmes, a esperança das crianças… morreu na mentira aos 87 anos, sozinha.

Vida efêmera.

Nasceu sem pai, a mãe morreu aos 28, amigos nunca teve, amores só dos homens que à pagava…

É tudo mentira!

Creu nisso até o dia em que dormiu pra nunca mais acordar.