A filosofia de “bandido bom é bandido morto” mata inocentes?

Há pouco mais de duas semanas Michael Brown foi morto por policias no pequeno vilarejo de Ferguson, próximo de Saint Louis, nos Estados Unidos.

Depois disso, uma série de protestos foram desencadeados em resposta a truculência da polícia contra a população negra – maioria esmagadora na cidade. Sendo que até o Governo Federal dos EUA interferiu e fará a investigação do assassinato.

O que aconteceu com o jovem negro na terra do Tio Sam é uma realidade muito palpável para os brasileiros. Posso citar o exemplo do caso do pedreiro Amarildo e o dançarino DG, que foram mortos em circunstâncias pouco esclarecidas e de forma arbitrária pela polícia.
 
Mas para nós (brasileiros) isso já não gera revolta, pelo contrário, vi nas redes sociais fotos do DG segurando armas e comentários justificando uma ação violenta da polícia. Como se dissessem: “olha aí o ‘dançarino’ segurando uma arma, coisa boa não fez, mereceu morrer”. E assistimos tudo isso quietos, com uma inércia que mostra como a violência está normatizada no Brasil – inclusive a violência policial.

Também temos que pensar que a polícia, assim como os políticos, representam a sociedade. Se somos corruptos, tal qual os políticos, somos violentos assim como a polícia. Devemos tomar como exemplo essa série de protestos em Ferguson pra refletir se a polícia de fato tem o direito de matar, seja estudantes, trabalhadores ou bandidos, e saber qual nossa responsabilidade nisso.

Efêmera

Viveu o amor das músicas, o brilho dos filmes, a esperança das crianças… morreu na mentira aos 87 anos, sozinha.

Vida efêmera.

Nasceu sem pai, a mãe morreu aos 28, amigos nunca teve, amores só dos homens que à pagava…

É tudo mentira!

Creu nisso até o dia em que dormiu pra nunca mais acordar.

Um brilho me mantém acesa

“ levo meus olhos para passear, eles se encantam com tudo…” Rubem Alves

“ prefiro a realidade esperançosa” Ariano Suassuna

“quem não morre, fica velho” João Ubaldo Ribeiro

Vão em paz queridos.

Outro dia tive a oportunidade de observar algumas crianças durante meus trajetos, o primeiro um menino no trem aparentava ter no máximo uns dois anos e brincava no colo da mãe alheio mas ao mesmo tempo parecia estar conectado a tudo a sua volta, brincava com a caneta, brincava com o ferro do trem, brincava com a janela, enfim ele brincava encantado em seu próprio mundo, sorria ali naquele ambiente cercado de rostos cansados… e outra uma menina que observei na fila do supermercado, que estava imensa e trazia reclamações e semblantes contrariados da maioria dos que estavam ali, a criança ajoelhou no chão e começou a brincar com potes de maionese, sorrindo e falando sozinha, depois subiu em caixas de leite que estavam próxima e disse _eu sou uma rainha, quero salgadinho!!

Enfim observar as crianças me fez pensar no quanto criamos nosso próprio mundo, nessa época onde se fala tanto em reprogramação mental, pensamentos quanticos e por ai vai, pensei nesta simplicidade que se perde ao revezes da vida de estar conectado a uma simplicidade de contentamento, de encantamento com coisas simples, de se colocar no trono, e definir o que se quer, sem ser arrogante ou chato de plantão… na simplicidade mesmo, pois aquilo é natural de nós, desde que somos pequenos e nem entendemos, apenas somos, mas esquecemos como ser.

E num nivel um pouco mais profundo, li sobre o mito da caverna de Platão, de onde supostamente surgiu um pouco da idéia do filme matrix(adoro), vou tentar explicar de maneira simples, correndo o risco de ser grosseira na minha interpretação, quem tiver interesse leia mais sobre depois… nesse mito estamos presos dentro da caverna, o que imaginamos se a vida é a apenas o reflexo da verdadeira vida vivida por outros, estamos presos lá na caverna, se por acaso tivermos o impeto de levantar e ver com nossos próprios olhos o que há além da caverna, descobriremos a vida de fato, não me estendendo no mito… o que faremos com as descobertas? Ah que seja bom pra nós, que nos leve há um novo nivel de harmonia e bem estar, superando a amargura e tristeza de termos estado tanto tempo enganados, e que há outros queridos pra nós que ainda estão na mesma situação.

…  “ Um brilho me mantém acessa …  um ritual de exaltação ao deus que for das práticas do amor ”

Mariana Aydar (http://https://www.youtube.com/watch?v=b6tCgKnkO9g)

 

: Branca Raffi