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Mão a Palmatória!

Há dez anos atrás, numa noite como esta, véspera de natal como agora, estávamos meu primo Marcelo e eu, vivendo nossos 13 aninhos, curtindo nossa adolescência ainda prematura! Como dois bons Zicas de Favela que aproveitam as noites de festa para causar geral, saímos de casa por volta das 20:30hrs com a promessa de voltar antes da ceia, e assim o fizemos. Fomos lá em cima na casa das meninas, com quem a gente já tinha esquema marcado. Demos aquele amasso gostoso no portão que só se dá quando se é adolescente e marcamos de voltar depois da ceia, chegando em casa por volta das 23:20hrs. Minha noite prometia ter presente especial, Nathalia havia dito que queria ficar comigo depois que sua prima, minha namorada, fosse embora, e eu com meus hormônios a flor da pele, não via a hora de chegar logo meia noite.

Quando chegamos em casa, estava presente também um amigo do meu pai, com seu filho que agora não me lembro o nome. O moleque era do tipo criado em apartamento, amarrado no pé da mesa, embaixo da saia da mãe. Com cara de songo mongo sentado em meu sofá, não pronunciava uma só palavra! Meu pai pra minha desgraça, chamou a mim e meu primo, e nos disse que deveríamos fazer companhia pro Panaca! Ok, nós respondemos, mas depois da ceia a gente vai pra rua, ele disse que tudo bem, desde que nós levássemos o Panaca!

Bateram-se as dose badaladas e nós de barriga cheia e duas garrafas de vinho roubadas da mesa fomos pra rua, sem esquecer o Panaca. Chegamos a casa das meninas que agora estavam sozinhas com uma tia doidona, que sem cerimonia disse que poderíamos ficar a vontade, beber de tudo, e comer também. O Panaca a gente colocou no sofá e deixamos sob a tutela de Sabrina, uma negra grande e encorpada, para que ela o entretece, sem muitos resultados pra ela coitada.

Logo que deixei minha namorada em casa, voltei as pressas e fui para um dos quartos com Nathalia, mergulhei no seu beijo com toda a vontade de adolescente que vai com muita cede ao pote, ela 3 anos mais velha que eu, me conduziu, fez com que eu ficasse calmo, mesmo estando alto por conta do vinho, investiu sobre mim devagar, com desejo, decidida. Me empurrou sobre a cama, e sob mim, soltou minha calça, despiu seus seios e avançou, fez daquele momento um dos mais inesquecíveis de minha vida, naquela hora eu me tornei homem, num rito de passagem eu perdia minha virgindade com ela.

Sem nós dar conta da hora, chegamos em casa lá pelas 3hs da madruga. Encontramos meu pai cego de raiva, por termos demorado muito, seu amigo foi embora, e meu pai teria que levar o Panaca na casa dele no outro dia. Sem nos dar tempo de explicar, ou ao menos perguntar o porque da nossa demora, pegou a palmatória e nos levou pro quarto.

Numa noite de natal, a mesma em que perdi minha virgindade, Marcelo e eu levamos 12 bolos de palmatória em cada mão, no total foram 24 pra cada um, tudo por conta de um Panaca que não sabia curtir sua adolescência. Mas na hora de apanhar, nós estávamos tão felizes, que não conseguimos chorar, apenas caímos na risada, mesmo com dor, a gente não parava de rir…

Autor: @robsonpnx

O Gentleman e a Vagabunda!

Maria Nathalia era a alegria da moçada no meu bairro. Desvirginou mais de 20 da turma, incluindo nessa conta eu! Ela era uma galega sarara de longos cabelos cacheados, olhos castanhos esverdeados, e uma corpo muito bonito com varias sardas espalhadas por ele. Morava junto com o pai, viúvo que nunca se casou de novo, aprendeu desde cedo a cuidar de si, da casa e também do pai. Costumava ficar sozinha em casa, e durante este tempo recebia a turma para visitas esporádicas! Mesmo cedendo aos caprichos de muitos, ela tinha valor apenas pra poucos, na boca voraz das donas de casa, ela era uma vagabunda como qualquer outra, só que não cobrava.

Quando Augusto um verdadeiro gentleman, estudante de medicina, muito educado e apessoado se mudou para o bairro, Maria já tinha seus 18 anos, e estava terminando o colégio! Sem saber nada sobre a vida de antes da moça, ele se apaixonou e arrumou um jeito de se aproximar. Não demorou muito e começaram a namorar. Ele não conhecia ninguém no bairro, e com a ajuda dela se enturmou um pouco, mas as conversas se resumiam em comprimentos cordiais de bom dia/boa tarde/boa noite, ninguém nunca se sentiu a vontade para falar sobre com ele, todos sempre fomos muito discretos e nunca comentamos como ela era antes de conhecer e namorar com ele! Por obra do acaso, o namoro dos dois engatou, e logo quando ele se formou os dois se casaram!

Eu fui ao casamento, e mesmo depois de muito tempo, ainda não acredito que Maria teve o seu conto de fadas realizado. Logo ela que era a Geni de todo o bairro, logo ela que como diz a letra de Chico, “da pra qualquer um”. É de se acreditar mesmo que ninguém pode mudar o passado, mas todos podem fazer um novo presente, e quem sabe viver um futuro diferente!

Autor: @robsonpnx

O Cornonel e o jovem órfão!

Era manha de quinta-feira quando o educador do orfanato, de uma pequena cidade sertaneja no Recôncavo Baiano, entrou no quarto e disse a Beto, Léo e Maya para colocarem roupa de passeio, pois iriam receber visita! Pouco depois das 10hs eles avistaram o Chevrolet Fleetline 1951, do Coronel encostar na porta do orfanato, não demorou muito e eles foram chamados para cumprimentar ele e sua esposa — Todos na cidade sabiam que o Coronel não podia ter filhos, está era sua terceira esposa, uma linda moça de 22 anos, idade para ser neta dele — Os três amigos inseparáveis não conseguiam esconder a alegria que a possibilidade de serem adotados por tão ilustre homem lhes causava! Ambos já estavam ali desde criança, agora adolescentes já não tinham mais esperança de terem uma segunda família! Beto jaz em seus 17 anos, Léo com 16 e Maya com 14.

O almoço na casa do Coronel foi breve, mas não breve o bastante para que Beto passasse despercebido por Ana a jovem esposa do Coronel! Maya notou ainda no almoço como Ana ficava corada sempre que seu olhar cruzava com o de Beto! Notava-se entre os dois, uma atração a primeira vista… Por sorte ninguém mais na mesa notou.

Ana estava deslumbrante num vestido estampado de cor azul, ela era branca com a pele levemente bronzeada pelo Sol do sertão, e ficava ainda mais bela com o brilho do Sol sob sua pele. Após o almoço num passeio pelo jardim do casarão, um vento leve que bateu de repente a acariciar as transparências de sua saia, deixou a vista debaixo desse suave azul, dentre esses desenhos de flores, aparecer um azul rendado que esconde mais acima, entre suas pernas bronzeadas, sua flor proibida, que só Beto num lance rápido de olhos conseguiu ver!

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Pouco mais tarde enquanto caminhava pelos corredores da casa, enquanto os demais conversavam na sala, Beto ouve uma voz sussurrar seu nome, curioso ele acompanha, quando sente uma mão macia e feminina puxar seu braço! É Ana, ela o arrasta para um pequeno quarto afastado, ele se aproxima e não é preciso perguntar mais nada, a beija, no seu inconsciente ele já estava predestinado a fazer aquilo – Pouco a pouco, os dois começam a se despir — Ana sente seu corpo quente como nunca havia sentido — Beto se sente excitado de uma forma culpada — Ana o fita com o olhar como quem diz, “quero você” — Culpa e desejo se encontram dentro do quarto — Beto baixa suas calças e levanta a saia dela. Deixa que Ana se deite lentamente sob a cama e tira sua calcinha, levanta sua perna e ainda de sapatos, com a luz do dia a invadir o cômodo e a incerteza de serem pegos, inebriado de culpa e desejo, Beto a toma sua, num esforço sem tamanhos os dois continham os gemidos. Ana percebe o quanto ele esta transpirando e lhe diz:

— Tire a roupa!
— Melhor não, podemos ser pegos – Responde Beto.

Parecia até que ele podia prevê o futuro! Os dois ouvem a voz rouca do Coronel chamando por Ana. Num gesto desesperado de tentar livrar o amigo, Maya alerta Léo do que ela imaginava que estava acontecendo. Léo então se apressa nas escadas atrás do Coronel, quando percebe o perigo que o amigo corria, pula sobre o nobre homem e dispara o grito dos aflitos; “Corre Beto, que o Cornonel tá atrás de tu”. Beto então dispara saltando sobre os dois, ainda vestindo suas roupas — O Coronel percebe logo o que esta acontecendo — Maya e Léo disparam atrás do amigo a correr…

Agora consciente do ocorrido o Coronel coloca todos os seus homens atrás do trio de delinquentes — Pelas ruas os três vão em busca de liberdade, sabendo que seria impossível voltar para o orfanato — Caçando os jovens como quem caça animais estão todos os jagunços do Coronel, carros e cavalos espalham-se por todas as partes — Num bairro afastado os três encontram uma praça, onde parece ser possível passar uma noite seguros, refletir e pensar num plano para saírem dessa — O Coronel, seguido por alguns capangas, avista em meio a algumas arvores os três jovens, e se dirige velozmente na direção deles — Por sorte antes que o Coronel chegasse, Léo o vê, e junto com Beto saem disparados correndo. Maya fica imóvel, assustada, sem saber o que fazer — feroz por caçar o moleque que o tinha desonrado o Coronel passa batido pela garota, e quase a atropela — Beto e Léo correm pelas ruas de paralelepípedo em meio aos velhos casarões, desesperados, procuram por esconderijos. Já não há muito o que fazer e Beto consciente de que ele era o alvo do Coronel, pede a Léo que se separe dele, encontre Maya e fujam para lugar seguro — O carro que os segue vê quando os dois se separam, o Coronel então ordena a quem eles devem seguir — Beto avista um velho cortiço, e como um gato, salta o muro, entra e pede ajuda a uma das moradoras — Um dos passantes percebendo a movimentação e indica onde o jovem havia entrado — A moradora indica para Beto um velho cômodo no terceiro andar, próximo ao banheiro coletivo, para que ele se esconda — Os homens invadem o cortiço seguidos do Coronel que adentra de garrucha em punho, antes que todos os moradores do local pudessem se esconder, os homens do Coronel já os tinham na mira para que falassem onde Beto estava — Sozinho num cômodo escuro, Beto se apega a algum santo que lhe vale, e não deixe que o pior lhe aconteça…

Do lado de fora é possível ouvir o barulho das velhas tabuas do assoalho, rangendo com o peso dos homens que cassam o jovem rapaz, eles vasculham cada canto, entram em cada quarto, espreitam cada porta e janela! Em um dos últimos lugares a serem revistados, um dos homens vê no canto o rapaz encolhido a rezar, em seguida aparece o Coronel ainda de arma em punho. Num gesto de coragem, tentando se safar de alguma forma, Beto sai disparado, empurra o Coronel, e tenta driblar os demais homens! Num gesto de covardia, o Coronel cambaleante atira em Beto pelas costas! Beto esbarra no parapeito de madeira velha e podre, que quebra. O jovem então cai, do alto do terceiro andar, no meio do pátio, arrebentando alguns varais enquanto caia! Sem justificar nada, sem ao menos olhar o corpo caído no chão, o Coronel sai do cortiço, entra em seu carro, e parti para acertar as contas com Ana!

Autor: @robsonpnx

P.S.: Eu ia continuar esta historia, mas roubaram minha caneta!