Arquivo da tag: Cooperifa

Pode ser um Bar!

Um bar pode
Destruir uma vida
Gerar crise em família
Ser mal falado pelas fofoqueiras
Repercussão em jornais
Ter vítimas fatais
Deixar homens como animais
Jogados, descontrolados
Um bar pode ser
Tema de um livro
A desculpa no caminho
A única distração
Do homem e do menino
Um bar pode ser
E construir uma vida
Estruturar uma família
Ser bem falado entre as fofoqueiras
Repercussão em jornais
Autores racionais
Deixar homens como animais
Vorazes, capazes
Um bar pode ser
História e livro
Um grande motivo
Alternativa cultural
Do homem e do menino
Ao bar do Zé Batidão…
Foi o que vi e senti a primeira vez que pisei em solo sagrado!
Obrigado Cooperifa!
Por: Fabio Boca do DiQuintal
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Manifesto da Antropofagia Periférica

A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor.

Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros. A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula.

Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção.
Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha..

A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.

A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar. Do teatro que não vem do “ter ou não ter…”.

Do cinema real que transmite ilusão.

Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de madeiras.

Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.
Da Música que não embala os adormecidos.

Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.

A Periferia unida, no centro de todas as coisas.
Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala.

Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala.

É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do país. Que armado da verdade, por si só exercita a revolução.

Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona.

Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural.
Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado. Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Miami pra eles ? “Me ame pra nós!”

Contra os carrascos e as vítimas do sistema. Contra os covardes e eruditos de aquário. Contra o artista serviçal escravo da vaidade. Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada..

A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza..

Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.

Autor: Poeta Sergio Vaz.

Esse aqui ó:

sergio vaz - nina fideles

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O Cinema que virou Poesia!

Vamos passear no parque”

 A gente bem que tentou ir assistir BROTHER no cinema, mas não foi dessa vez, o Manga chegou tarde do trabalho, e o Babuíno tinha que voltar cedo pra casa! Então o Manga nos deu a ideia, bora no sarau da Cooperifa! Mais uma vez nossa turma partiu, pra um role inesperado e não planejado do jeito que a gente gosta!

Você não sabe o que é Cooperifa, que lastima, mas eu não te culpo! Sim meu caro amigo(a), aqui do outro lado da ponte, onde a dona Maria que limpa tua casa mora, também existe cultura, diferente das livrarias e musicais importados que vocês frequentam, nós temos uma cooperativa periférica, ou mais o menos isso! O projeto é do poeta Sergio Vaz, um dos ganhadores do premio Trip Transformadores de 2010. A Cooperifa nasceu no ano 2000, seu objetivo é envolver artistas da periferia em atividades como exposições de fotografia e performances teatrais, o sarau acontece todas as quartas-feira e reúne centenas de pessoas no bar do Zé Batidão, no Chácara Santana. Quem quiser colar é só fazer contato que nós indicamos o caminho!

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Ainda bem que nosso cinema não virou, ir a Cooperifa é embarcar num mundo de ideias de todos os tipos, o sarau é muito democrático, velhos, jovens, mulheres e homens, todos tem sua vez. E todas aquelas poesias, onde as pessoas expressão seus sentimentos em relação ao dia a dia que vivem, é um mar de coisas boas que abastece as ideias. O Babuíno até se inspirou e disse que vai escrever um poema, a gente fica no aguardo disso!

Melhor do que ter ido ao cinema foi ouvir uma mulher dizer que existe muitas outras coisas que ela gostaria de aprimorar em si, do que colocar silicone para se sentir mais bonita! Melhor do que ter ido ao cinema foi ouvir um mano recitar um poema que nos levou a refletir sobre; o por que de em cada fotografia nova, tem um amigo a menos? E será que nossos barracos são tão pequenos pro tamanho dos nossos sonhos? Melhor do que ter ido ao cinema foi ouvir do próprio Vaz, que: “Nem Obama, nem Osama, não acredite em ninguém que peça paz de arma nas mãos”. Melhor do que ter ido ao cinema foi ouvir o GOG recitar Brasil com P ao vivo e de pertinho… Melhor do que ter ido ao cinema foi ir a Cooperifa enriquecer minha identidade cultural! O silêncio é uma prece…

Autor: @robsonpnx
Foto: Noite dos balões – Cooperifa