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Vinte e poucos anos…

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Cometi erros imperdoáveis;

Substitui valores insubstituíveis;

E tenho feito quase tudo por impulso…

Decepcionei pessoas que não me acreditei capaz;

Briguei, xinguei e ri quando não podia!

Fui rejeitado, amado e não amei;

Gritei, pulei feito louco de tanta felicidade;

Urrei e tranquei toda dor dentro de mim;

E chorei ouvindo “Pescador de Ilusões” do Rappa.

Poesias, festas e paixões tórridas passaram na minha vida;

Usei, usei mesmo quem se deixou usar!

Fiquei mau ao perder um amigo;

Mas o fato disso já não importar nem um pouco;

Me fez mais seguro de minhas escolhas e perdendo enriqueci;

A vida sabe bem o que eu quero dela, mas teima em se fazer de difícil;

É com paixão e muito atrevimento;

Que me chega novamente Setembro e a primavera que ele me traz;

Mas, pode deixar, não vou me fazer de rogado;

Eu vou bebemorar bastante esses meus vinte e poucos anos!

Afinal a vida é curta, por isso eu curto, e curto muito…

De bem com a vida cheguei onde estou;

Feliz!

Autor: @robsonpnx

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Bye bye Smoke!

É sábado a noite, mês de Janeiro em Sampa e a galera esta reunida pro rolle, ou pelo menos os poucos que não viajaram. Vamos ao Don Corleone, aquele que tinha na Atílio Inocente, no Itaim e que hoje só deixou saudades e boas historias…

Na entrada do bar meu olhar cruza com o dela, e fixa! Entre risos e sorrisos com os amigos, ao passas por ela eu faço graça com uma cantada sem graça:

Prazer Robson, solteiro, vinte e poucos anos, procura!

Ela ri com as amigas como quem diz, “que idiota”.
Uma bandinha tocando um POP Rock ao vivo, anima nossa noite.
Um dos meus amigos já alto por conta da bebida emenda um drink no outro sem parar, deixando a turma em apreensão…
Acendo um cigarro e fumo enquanto flertamos com o olhar, não consigo tirar os olhos dela, e seus olhos, ah que olhos… Castanho-esverdeados , intensos, pidões, e levemente úmidos…

Ela se levanta com duas amigas se aproxima do palco pra dançar, eu vou pra pista também, me aproximo, chamo sua atenção e puxo um papo. “Se os olhos são mesmo a janela da alma, o espelho do mundo, como falava Leonardo da Vinci, então a primeira coisa que preciso dizer pra você é: ‘Uau, que alma!’.” Ela sorri e me pergunta se sou eu o tal Robson, de vinte e poucos que esta a procura, rsrsrs… Rimos juntos, e eu acento que sim.

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Eu à convido pra dançar, e já adianto que não sei fazer direito, no momento em que vamos dançar a banda resolve tocar Always do Bon Jovi, onde já se viu, não da pra acreditar, vê se isso é música que se dance na balada? Fica engraçado, nós dois ali, com apenas dois dedos de conversa, dançando uma musica lenta… Damos risada disso também, ela me conta que a ultima vez que se viu numa situação dessas foi no baile de formatura do colégio! Eu não perco mais tempo, e peço pra beija-la! Ela me responde que não vai ficar comigo porque odeia o gosto de cigarro. É frescura que eu sei, um chiclete poderia resolver isso, mas ouvir ela dizendo mexeu com o ego… Voltamos as nossas mesas, eu tomo um drink, me encho de coragem e pego meu maço de cigarro, vou até a mesa dela e afogo ele no copo dela, olhando pra ela, eu falo que a partir daquele momento eu nunca mais ia fumar na vida! E não fumei mesmo…

O meu gesto impressionou, e fez a mesa falar de mim… Um amigo que estava por perto ouviu quando ela disse que ficaria comigo depois daquilo! Me contou, e quando eu a vi passando indo na direção do banheiro, fui atrás. No momento em que ela entrava, um garota saia, o que me permitiu alcança-la a tempo, segurei no braço, e à empurrei pra dentro do banheiro entrando junto com ela, sem dar tempo pra que ela reaja, atraio-a pra mim e a beijo… Beijo seu pescoço, ela joga os cabelos para trás e murmura que estou louco, eu agarrando na sua cintura continuo saboreando seu perfume, sentindo sua respiração cada vez mais ofegante. Minhas mãos avançam por seus quadris, por sua cintura, entre suas pernas… Sinto-a suspirar devagar, depois levemente mais depressa, enquanto se agita nos meus braços quase dançando… Uma pausa nós faz dar conta de onde estamos, é melhor parar pra balada não acabar mais cedo, eu saio, e fico a sua espera na porta, ela sai olhando pra mim com uma tranquilidade e uma serenidade que me fazem perder o constrangimento, e me beija de novo, sem falsos pudores.


É 25 de janeiro, aniversário de Sampa… Combinamos de sair, vou até seu apartamento, ao entrar a encontro ainda mais linda do que me lembrava, usa uma blusa branca, uma saia azul rodada, e sapatilhas que deixam seus tornozelos a mostra. Nas mãos o esmalte carmim contrasta com o batom dos lábios, esta lindamente bem arrumada, mas faz isso parecer muito natural, uma verdadeira bombshell…

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Saímos e no elevador peço a ela as chaves do carro, ela me olha com cara de quem não gostou da ideia, já sei que ela sente ciúmes do seu Troller, mas não me nega o pedido, de certa forma tolera meus abusos… Ao entrar no carro ela pergunta onde vamos, e eu digo apenas que venha comigo! Ela me olha de rabo de olho, desconfiada. “Sabe pilotar Jeep” me pergunta. “Sabe engatar as mar…” não da tempo dela terminar a frase e eu arranco com o carro. Dirijo tranquilo, não muito depressa, passo as marchas tranquilamente e percebo seu olhar de aprovação. Distraído avanço um sinal vermelho, e ela sem pestanejar me da um soco no ombro, “Woll… Não precisa bater, me distrai com você”.

Chegamos ao Kinoplex, 6 salas dentro de um hotel, com uma praça de alimentação ao ar livre, filmes diferentes com horários variados… Vou a bilheteria, e ela vai comprar pipoca. Quando nos encontramos de novo tenho nas mão 6 entradas, e ela um balde de pipoca e uma coca-cola com dois canudos. “Vem mais gente ver filme?” me pergunta, “Não, é que eu esqueci de perguntar que filme queria ver, então compra entradas pra uma comédia, um romântico e um de terror!” Ela ri, eu dou risada, e ficamos assim um sorrindo pro outro. Pego a coca de suas mãos, dou um gole, e sigo na direção da sala, Gisele me segue tentando não deixar a pipoca cair.

Que filme vamos ver primeiro?
— Primeiro o de de terror, depois vamos assistir a comédia, para que você se recupere, e por último o romântico, para quem sabe eu me recupere.
— Com um filme romântico, se recuperar de que?
— Recuperar você, no sentido físico, pra uma cinéfila em abstinência, essa dose de hoje merece uma recompensa.
— Recompensa é, o que você vai querer?
— Quero uma coisa só, mas quero varias vezes…

Ela me joga o balde com pipocas, e tento pegar no ar, mas é em vão tendo em conta que estou com a coca nas mãos. O resultado não é dos melhores, fico com algumas pipocas na camisa, umas no cabelo e muitas outras aos meus pés. Gisele se afasta dando de ombros… “Não se preocupe, é por conta da casa”.

Agora sou eu quem a sigo até a sala, esta tudo escuro e eu não consigo acha-la, me acerta um pipoca no rosto, “Estou aqui”, sento-me ao seu lado, e ela me oferece sua pipoca. Ela me atrai para si sorrindo, e eu não me faço de rogado. Depois do primeiro filme, vamos tomar uma cerveja, antes de assistir a comédia.

— Diga a verdade Gisele, você sentiu medo?
— Eu? Não conheço essa palavra.
— Então me diz por que apertava tanto minha mão, e depois quando não dava medo, afastava a mão?
— Estava com medo!
— Ah viu… Eu disse!
— Estava com medo que o cara atrás da gente nos denunciasse. Por brigarmos ou pior ainda, por atentado ao pudor.
— Melhor que fosse pela segunda opção.
— Claro, assim como aquele dia no bar.

O segundo filme, não consigo conter minhas gargalhadas e ela também não… O que será que ela está achando de mim, será que gostou dos filmes que escolhi, será que ela esta rindo de mim? Horas Robson, pra que tanta insegurança!

Ela se levanta.

— Vou ao banheiro!
— Ok.
— Entendeu?
— Sim, você disse que vai ao banheiro!

Gisele balança a cabeça e sorri, saindo da fila de poltronas, agachando-se um pouco para não incomodar ninguém. Volto a ver o filme, alguns minutos e eu também tenho que ir ao banheiro. Bom, “tenho” é um pouco de exagero. Estou a fim, e é melhor, no mínimo pra saber se entendi realmente o recado.

— Até quem fim…

Surge ela atrás de mim quando saio da sala.

— Por um momento achei que não tivesse entendido — ri.

Não lhe digo que por um momento eu realmente não entendi.

Você me assustou!

Gisele, vem e me beija… Está quente, suave, bonita, perfumada, desejável… e pronta pra fazer uma loucura!

— Vai ficar ai sem dizer nada?
— Sim. O que vamos fazer?

Ela me puxa pela mão e entramos no bainheiro feminino. Ela sorri como moleca que esta aprontando…

— Pode vir, está vazio, eu já olhei.

Ela apoia as mãos atrás, dá um impulso e sobe na pia, sentando-se. Estica as pernas e me abraça com elas. Quando vou beija-la ela coloca sua calcinha no bolso da minha jaqueta. Ela já tirou, e isso me excita ainda mais. Um barulho do lado de fora nos deixa apreensivos enquanto ela desabotoa minha calça. Ela se prende em mim, e entramos na cabine, por sorte com espaço o bastante pra nós dois. Logo estou dentro dela, inteiro… Rimos juntos enquanto a penetro. De repente ela geme e suspira enquanto do lado de fora o barulho parece ficar mais próximo. A pego pelas nádegas e me agarro a ela, a penetro mais fundo para senti-la ainda mais minha. Ela sorri, e depois suspira, apoia a cabeça no meu pescoço e me morde com vontade… “Não pare, continue” e eu continuo lentamente, enquanto me prende em suas pernas com mais força. Saímos da cabine e eu a coloco em cima da pia novamente, beijo suas pernas, e a saia cai para o lado. Sua pele sobre a porcelana branca e fria da pia faz ela se estremecer. Leva as mãos para trás e encosta a cabeça no espelho. Eu levanto suas coxas e a penetro ainda mais. Ela suspira, cada vez mais forte, suspira e vejo que ela está prestes a gozar. Fecho os olhos e chegamos juntos, suas pernas tremem pelo prazer satisfeito. Ela se desequilibra e abre a torneira que molha sua saia.

— Ai, está gelada…

Rimos juntos, e em seguida nos ajeitamos o melhor possível. Ela olha no espelho sua saia molhada, cruzo meu olhar com o seu e ficamos assim alguns segundos! Ela sai, certifica-se de que posso sair e eu saio na sequencia. Bem a tempo, o filme termina e todos saem da sala.

Autor: @robsonpnx
Imagens: Marcela Gutierrez