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Efêmeras? Únicas que valem a pena!

_Deixe o corredor livre para quem quer entrar, e ir em pé, por favor um passo para trás!!! – Diz o funcionário do metrô que fica ali junto as portas de embarque – Todo dia é a mesma coisa, e o povo não aprende, todo dia tem um empurra empurra, dois que se estranham e por ai vai… Eu pensei caramba esse povo não aprende todo dia ficam aqui da mesma maneira.

Parto daqui pra dizer que tem coisas na vida que por mais que saibamos ou tenhamos alguma noção do que é que vai dar insistimos nelas, cegamente, loucamente, estupidamente, tá bom, e o que isso diz de nós???!!! Seremos realmente cegos, loucos e estúpidos?

Não sei do povo do metrô não, mas sei de mim, minha insistência cega, louca e estupida é no amor… Ah l’amour , a vida sem amor para mim não faz sentido.

Mas não estou numa boa fase de amor, estou de coração partido, me apaixonei e não sou correspondida na mesma medida, isso gerou reflexões e muitas conversas com amigos queridos, alguns me disseram: “Mostre seu interesse, se não ele não vai saber que você está afim” – Nessa parte não tive problemas, pois sou bem resolvida pra mostrar o que quero. Mas, ao se mostrar, você se mostra…

Também disseram: “Homem gosta de sofrer, você tem que pisar neles pra que eles venham atrás!!!” – Pasmei e pensei, não sou de pisar em ninguém normalmente, e se gosto então não vou querer fazer isso, e outra, que homem é esse que gosta de ser pisado pra dar valor, não quero esse homem tão mau resolvido.

Quero que ele me dê valor pelo que eu sou naturalmente, sem jogos, sem conversas que vou precisar traduzir, é – é, não é – não é, simples assim.

Opiniões a parte ressalto que meus amigos são os melhores, pois mesmo com opiniões diferentes somos amigos.

Enfim não tenho conclusão, só pra variar, mesmo porque tudo é bem relativo nessa vida, mas me arrisco a pensar que devo ser quem eu sou, não trair minha essência, posso ajustar aqui ou ali , mas mantendo minha essência, pois assim terei menos problemas. E como dizia Clarice Lispector “Cuidado ao cortar seus defeitos, nunca se sabe qual deles sustenta o edifício todo”.

Músicas da semana que embalaram essa Egotrip Efêmera da Tulipa Ruiz afinal coisas efêmeras são únicas e também nem tudo é efêmero, pode ser bobo mas nem sempre é efêmero… ”Vou ficar mais um pouquinho só pra ver se acontece alguma coisa nesta tarde de domingo… Congela o tempo pra eu ficar devagarinho…”

Pescador de Ilusões do Rappa, ahh porque no final das contas “Valeu apena”

E pra terminar bem POP Rihanna – Only girl (in the world), porque no fim das contas é isso que quero… Ser a única no mundo para um homem do jeito que sou, e que ele se sinta mais homem ao meu lado.

Quero que você me faça sentir
Como se eu fosse a única garota no mundo
Como se eu fosse a única que você amará
Como se eu fosse a única que conhece seu coração
Única garota no mundo…
Como se eu fosse a única no comando
Pois eu sou a única que entende
Como fazer você se sentir como um homem”

:Branca Raffi

Eduardo e Mônica

Eduardo e Mônica, eram nada parecidos, sexo, classe social, mundos opostos, mas ainda assim, com muita coisa em comum. Ambos jovens problemáticos, se conheceram no banco do Juizado de Menores, enquanto aguardavam a assistente social que voltaria em alguns minutos do almoço.

Mônica, era uma linda garota de 17 anos, longos cabelos castanhos, pele bronzeada e mal tratada pelo sol, corpo bem desenhado, sorriso discreto, voz baixa de quem se sente sempre culpada. Moradora da periferia paulistana, conheceu desde cedo os duros tratos da vida, aos 11 foi abusada pelo padrasto, aos 12 engravidou e foi expulsa de casa pela mãe, que preferiu ficar com o marido que bancava a casa e os outros filhos. O pai ela nunca conheceu. Abortou o filho que esperava do padrasto. Foi morar com a tia, irmã da mãe, servia de cobertor de orelha pro primo mais velho. Engravidou de novo, abortou de novo. Aos 17 já tinha feito 3 abortos. Escola, desde os 13 que não sabia o que era, vivia a deriva. Conhecia bem o gosto amargo da cachaça, e também o sonoro “Twiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnn” causado pelo uso do lança perfume, que se descobriu útil pra anestesiar sua realidade.

Eduardo era um aborrecente de 14 anos, filho único, foi criado na farinha láctea e nos bons filés, tinha de um tudo em casa, menos a atenção do pai que vivia viajando. Seu passatempo favorito, era andar de skate e fumar maconha, já estava na sua terceira prisão por pichação, a mãe já nem se dava o trabalho de ir busca-lo, só mandava o advogado. Na escola ele era conhecido como o garoto problema, expulso de outras não era visto com bons olhos pelos professores. Para a mãe qualquer coisa era mais importante que o filho problemático!

E mesmo com mundos tão diferentes, quis os destino que os dois se encontrassem ali! Numa conversa com muitas trocas de olhares, ficou mais que evidente um querer das duas partes. Mônica queira o luxo e a liberdade de que gozava Eduardo. Ele por sua vez queria toda a atenção e o carinho dos olhos de piedade com que Mônica o olhava.

Os dois trocaram telefones, se encontraram, dividiram suas historias, compartilharam carinhos, e se amaram loucamente, descobriram juntos um sentimento chamado amor

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Ela engravidou, ele enfrentou a família pra ficar com ela, ela se tornou a mãe mais feliz e amorosa do mundo, ele criou responsabilidades e perdoou o pai, ela fez o mesmo pela mãe, ele hoje trabalha com o pai, ela voltou a estudar, ele ajuda ela nas tarefas do lar. Ela é pra ele um carrossel de realidade, luta e superação… Ele é pra ela um oásis de sonhos, fantasia e promessas de um futuro bom…

E quem um dia irá dizer, que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer, que não existe razão?”

Autor: @robsonpnx
Imagem: Apolo Torres

Rascunhos de uma carta de amor!!!

Eu sei que muita coisa ruim pode nos acontecer ao longo do caminho, mas nenhuma delas se compara ao desapegar de um amor. Relutei em publicar este texto, mas depois de toda a insistência do conselho de ética desse blog, eu o faço com prazer”…

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O coração as vezes fica apertado como se estivesse numa caixa de fósforos, a cabeça quer liberdade e tudo que se consegue enxergar é um pequeno espaço limitado que nos sufoca! É difícil quando se tem medo do sentimento, a voz treme, gela as mãos, seca a boca, soa o rosto, ficamos vermelho, palpita o coração, e vem aquela sensação gostosa de borboletas no estomago, diante de tudo isso não sabemos o que fazer! Mas ha aqueles que seguem em frente, se ridicularizam, expõem-se frágil, leva rosas, compra chocolates, pronuncia palavras tontas numa dicção solene, se pega despercebido cantarolando a musica que antes lhe era careta e ridícula, não se suportava, e agora conta sua historia. Estes são sentimentos que nos causam angustia, nos fazem tremer e não correr frente o gigante, gigante quanto pessoa, que todos querem muito bem, que passa alegria no sorriso, conforto na voz, segurança no olhar…

É tudo acontece tão de repente, o amor chegou junto com sua presença, e hoje me vejo vivendo em dobro, invadido pelo aperfeiçoamento que não havia ainda, como uma soma daquilo que começa com que finda, a vida é a morte quando se beija, e com o beijo deixo a mostra minha alma, mais uma vez me expondo como um inocente. Os sonhos são compartilhado numa plenitude como se tivesse chegado a eternidade, o coração agora esta rebelde, chacoalha, chama, pede, quer independentemente, e resistir já não é uma opção, o corpo e a alma se entregam a intensidade do amor-paixão, num susto percebe-se docemente que agora existe um único sentido, uma resposta em nenhuma pergunta, tudo é seu…

Mas ninguém disse que viver tudo isso seria fácil!

Fácil é não querer saber, se manter distante como um personagem inanimado, beijar quem pouco te mexe, se jogar nos braços de uma desconhecida qualquer, como se fosse um antidoto ao sentimento verdadeiro, viver a generosidade da entrega sem compromisso!

Autor: @robsonpnx
Imagem: Julliana