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Então é Natal…

Ai você pode estar pensando, “putz que coisa chata, essa data onde a sociedade fica pregando o consumismo, e ostentando luxos desnecessários”… Deixa disso, deixa o espirito de Natal invadir esse coração que só vê o sintetismo do presente, vive um pouco de magia, aproveita, pois ainda não se paga imposto!

Final de ano é um momento de compartilhar coisas boas, de pensar nas nossas conquistas, de fazer novos planos, e de estar junto de quem a gente gosta…

Eu escolhi compartilhar risos e sorrisos, meu blog, um chocolate, algumas cervejas, uma foto, e muitas historias…

Nós do Papo de Surdo e Mudo desejamos a todos um feliz Natal e um excelente 2011, com muita auto-estima e grandes realizações!!!

Autor: @robsonpnx

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Lá, lá, lá… Iê, iê, iê!!!

Era uma noite de sexta-feira, pouco antes das 19hs. Antes mesmo de sair do trabalho, eu já tinha mordiscado todo meu lábio inferior de tanta ansiedade, o motivo dela, havia combinado de me encontrar com minha namorada, comer num lugar bacana, e namorar um pouco. Quando eu sai do trabalho ela não me esperava, e pra variar estava atrasada de novo, liguei pra ela e decidimos nos encontrar no Metrô Consolação, eu fui andando pela Av. Paulista, saindo da TV Gazeta até lá, a noite estava gostosa, boa pra caminhar, com um calor gostoso e uma brisa leve de chuva. Enquanto caminhava vi algumas pessoas que passavam pela Paulista puxando malas de viagem como se estivessem se despedindo da cidade.

Cheguei, e parei em frete da estação, vi um rapaz com chapéu Coco que imitava uma Cartola ligando seu mini-amplificador, e outro alto e cabeludo com um violino. Enquanto um afinava o violino, o outro solava sua guitarra chamando a atenção dos passantes. De repente eles dão uma paradinha e no momento em que o farol da Paulista se abre para os carros cruzarem a Augusta, eles recomeçam a tocar U2 no ritmo ditado pelo transito ♫ ♪ ♫ ♪ ♫ ♪… E eu ali, encostado na grade esperando meu beija-flor, fiquei estupefato com a sintonia da dupla, com a eficiência com que tornavam corpo e instrumentos, musica e transito numa expansão da alma dos que ali como eu simplesmente passavam e paravam para prestigiar a conexão dos dois com o resto da cidade. Com um repertorio que ia do clássico erudito ao bom rock, passando também pelo jazz, eles conseguiram formar em pouco tempo uma plateia considerável, e as merrecas não demoraram a aparecer, alguns fotógrafos que passavam por ali eternizavam o momento com suas lentes, e até mesmo os mais apressados viravam o pescoço ao passarem…

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Quando minha namorada chegou, já não me restava mais nenhuma duvida de que aquele era um dos momentos mágicos que só São Paulo proporciona, um daqueles momentos que arrepiam o braço quando se lembra. Sou plenamente grato aqueles músicos de rua, por terem me entretido nas duas horas que fiquei parado, em pé e esperando naquela noite de sexta-feira.

Autor: @robsonpnx
Imagem: Jon Bergeron