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Pipas…

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O sonho do moleque
É como a pipa que sobe
E lá no alto fala com Deus
Toca o céu
Em transe ora
Várias pipas
Vários sonhos
Há quem dispute o mesmo sonho
Ou o mesmo céu
E aquele que vê sua pipa cair
E longe sumir
A rabiola cortada
A linha arrastada
A cabeça baixa
Pensa que perdeu?
Não!
Vou eu
O moleque
Em busca do meu sonho
A colocar outra pipa no alto.

Texto e Imagem: Fabio Boca

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Mão a Palmatória!

Há dez anos atrás, numa noite como esta, véspera de natal como agora, estávamos meu primo Marcelo e eu, vivendo nossos 13 aninhos, curtindo nossa adolescência ainda prematura! Como dois bons Zicas de Favela que aproveitam as noites de festa para causar geral, saímos de casa por volta das 20:30hrs com a promessa de voltar antes da ceia, e assim o fizemos. Fomos lá em cima na casa das meninas, com quem a gente já tinha esquema marcado. Demos aquele amasso gostoso no portão que só se dá quando se é adolescente e marcamos de voltar depois da ceia, chegando em casa por volta das 23:20hrs. Minha noite prometia ter presente especial, Nathalia havia dito que queria ficar comigo depois que sua prima, minha namorada, fosse embora, e eu com meus hormônios a flor da pele, não via a hora de chegar logo meia noite.

Quando chegamos em casa, estava presente também um amigo do meu pai, com seu filho que agora não me lembro o nome. O moleque era do tipo criado em apartamento, amarrado no pé da mesa, embaixo da saia da mãe. Com cara de songo mongo sentado em meu sofá, não pronunciava uma só palavra! Meu pai pra minha desgraça, chamou a mim e meu primo, e nos disse que deveríamos fazer companhia pro Panaca! Ok, nós respondemos, mas depois da ceia a gente vai pra rua, ele disse que tudo bem, desde que nós levássemos o Panaca!

Bateram-se as dose badaladas e nós de barriga cheia e duas garrafas de vinho roubadas da mesa fomos pra rua, sem esquecer o Panaca. Chegamos a casa das meninas que agora estavam sozinhas com uma tia doidona, que sem cerimonia disse que poderíamos ficar a vontade, beber de tudo, e comer também. O Panaca a gente colocou no sofá e deixamos sob a tutela de Sabrina, uma negra grande e encorpada, para que ela o entretece, sem muitos resultados pra ela coitada.

Logo que deixei minha namorada em casa, voltei as pressas e fui para um dos quartos com Nathalia, mergulhei no seu beijo com toda a vontade de adolescente que vai com muita cede ao pote, ela 3 anos mais velha que eu, me conduziu, fez com que eu ficasse calmo, mesmo estando alto por conta do vinho, investiu sobre mim devagar, com desejo, decidida. Me empurrou sobre a cama, e sob mim, soltou minha calça, despiu seus seios e avançou, fez daquele momento um dos mais inesquecíveis de minha vida, naquela hora eu me tornei homem, num rito de passagem eu perdia minha virgindade com ela.

Sem nós dar conta da hora, chegamos em casa lá pelas 3hs da madruga. Encontramos meu pai cego de raiva, por termos demorado muito, seu amigo foi embora, e meu pai teria que levar o Panaca na casa dele no outro dia. Sem nos dar tempo de explicar, ou ao menos perguntar o porque da nossa demora, pegou a palmatória e nos levou pro quarto.

Numa noite de natal, a mesma em que perdi minha virgindade, Marcelo e eu levamos 12 bolos de palmatória em cada mão, no total foram 24 pra cada um, tudo por conta de um Panaca que não sabia curtir sua adolescência. Mas na hora de apanhar, nós estávamos tão felizes, que não conseguimos chorar, apenas caímos na risada, mesmo com dor, a gente não parava de rir…

Autor: @robsonpnx

É primavera em minha vida!

Hoje é o dia, telefone tocando, abraços apertados, alguns sem graça, e outros carregados de amor, carinho e ternura, encontros inesperados, e muito mais! Tudo de bom né? Pena que junto com tudo isso vem a idade, mas quanto a isso não me preocupo, afinal hoje é só 18!

O que eu quero mesmo neste dia é celebrar, meus risos, sorrisos e amigos maravilhosos que me rodeiam! Vou me jogar na cidade, praticar arremesso de olhar, beijo na boca, discurso indiscreto ao pé do ouvido, respirar o espaço alheio, abraçar sonhos impossíveis e elogios à distância. Ser quem eu mais gosto de ser, livre, desbocado, irônico, divertido… Sei lá, sou tanta coisa!

Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola

Acho que eu estou hominho já, ando sozinho, ganho minha grana, vez por outra dou uma força em casa! Sigo, seguindo essa vida, levando e me deixando levar, “deixa acontecer naturalmente”

Em setembro se Deus me ajudar vira alguém, eu sou de virgem, e só de imaginar me da vertigem…

Aos amigos queridos:

— Obrigado pelas felicitações…

Autor: @robsonpnx