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A Avassaladora do Horto!

Escrever sobre Valquíria é falar de seu corpo, daquela sua energia à flor da pele. Uma pele dourada, como só tem quem usa o corpo mesmo, ela tem aquela potência de quem pratica jiu-jitsu, energia que disfarça muito bem os seus trinta e poucos anos muito bem vividos. Seja ao sol, ao vento, numa fuga repentina pro litoral, na grama do campo de futebol, ou na balada dançando, ela sabe viver e vive. Parece quase imortal com aquela pele bronzeada, o olhar marrento, os seios suaves e o jeito despojado de caminhar. Por onde passa ela faz com que a circulação dos homens ganhe ritmo. Valquíria tem algo de inatingível, característico nas bombshells. Mas por trás dessa mulher avassaladora há uma personalidade de menina, frágil, emotiva, meio adolescente, que ela costuma disfarçar com a ajuda e fidelidade das amigas. E como toda mulher que sabe que é desejada e causa efeito por onde passa, ela é acostumada com as investidas dos homens, sempre resistiu, sempre resiste, é quase natural recusar convites seja pro que for.

Mas com Oliver foi um tanto diferente, até parece que ele sabia os caminhos pra mexer com os sentimentos dela. Ele tomou a iniciativa e depois recuou, o passo seguinte foi dela. É sempre assim, o homem pensa que sabe jogar mas, quem manda no jogo são elas. Ela fez acontecer o encontro de forma casual, e quando ele avançou o sinal ela resistiu. Como eu disse, por fora um mulherão mas, por dentro ainda uma adolescente.

O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer ♪♫♪♫

Oliver soube ser discreto, esperou, soube também usar suas armas para que Valquíria não fugisse, e ela foi se deixando levar, se envolvendo… Aos poucos aquela paixão tomou corpo, ou melhor, tomou conta daqueles corpos. Mesmo se mantendo distante, Oliver sabia cativar Valquíria quando estava perto, era seu dom, tratar de forma especial todas as mulheres com quem se envolvia.

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair ♪♫♪♫

Acontece que duas pessoas com personalidades marcantes, tão diferentes não se equilibram muito tempo lado a lado, cada qual com seus segredos, um com muitos silêncios, a outra com necessidade de quem lhe fale, lhe envolva, lhe cuide. Uma hora um acaba sugando o outro, foi quando a distancia começou a criar abismos entre eles, abismos que ela não se apercebia. Valquíria seguiu observando os silêncios de Oliver, decerto mais profundos dos que os segredos dela. E de algum modo, sem nenhuma justificativa, permaneceram assim, com encontros desencontrados, sem hora marcada, outra meia hora, ele dentro dela, e depois mais silêncios.

E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu ♪♫♪♫

Ela imersa no silêncio dele, tentando ler seus pensamentos depressa, antes que as palavras dele mudassem tudo que ela estava descobrindo por detrás daquele olhar de esfinge.

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O abismo cresceu aumentando a distância que separava os dois, até que os SMS param de chegar, os lugares em comum não são mais frequentados por ambos, e a vida segue, cada um ao seu modo, cada um pro seu lado.

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada ♪♫♪♫

Só que o que ninguém disse é que, quando duas vidas, dois seres de personalidades tão distintas fazem sexo como eles fizeram, a carne guarda o gosto do prazer, e tudo o que é guardado uma hora da um jeito de sair, é nessa hora que reencontros são inevitáveis.

Mas ficou tudo fora de lugar ♪♫♪♫

Mais um encontro, mais daquele amor inventado, e mais daquela paixão avassaladora extravasada na cama como só os dois sabem fazer. Depois os corpos exaustos de tanto prazer, e cada um pro seu canto, cada um no seu lugar, cada um na sua vida. E quando ela chegou em casa com o dia já clareando, se deitou e fechou os olhos, continuou visualizando a forma como os cantos da boca dele levantavam levemente sempre que ela dizia algo engraçado, ou a forma como as sobrancelhas dele se juntavam quando estava concentrado em uma atividade. Rolou na cama por um bom tempo, sem conseguir dormir, imaginando se, talvez, apenas talvez, ele também estaria acordado, pensando nela. Era como se dissesse, sem dizer; “eu sei que já faz tempo, mas ainda penso você”.

Você podia ao menos me contar
Uma história romântica ♪♫♪♫

Valquíria pode ser avassaladora por onde quer que passe mas, é sempre seu coração que paga o preço do corpo bonito. Oliver pode até parecer o príncipe encantado a primeira vista mas, de perto, ele é ainda pior que os outros, porque encanta antes de destruir. Algumas historias terminam assim mesmo, mal resolvidas. Acabam tendo reticências, e nunca um ponto final.

Autor: @robsonpnx

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Bye bye Smoke!

É sábado a noite, mês de Janeiro em Sampa e a galera esta reunida pro rolle, ou pelo menos os poucos que não viajaram. Vamos ao Don Corleone, aquele que tinha na Atílio Inocente, no Itaim e que hoje só deixou saudades e boas historias…

Na entrada do bar meu olhar cruza com o dela, e fixa! Entre risos e sorrisos com os amigos, ao passas por ela eu faço graça com uma cantada sem graça:

Prazer Robson, solteiro, vinte e poucos anos, procura!

Ela ri com as amigas como quem diz, “que idiota”.
Uma bandinha tocando um POP Rock ao vivo, anima nossa noite.
Um dos meus amigos já alto por conta da bebida emenda um drink no outro sem parar, deixando a turma em apreensão…
Acendo um cigarro e fumo enquanto flertamos com o olhar, não consigo tirar os olhos dela, e seus olhos, ah que olhos… Castanho-esverdeados , intensos, pidões, e levemente úmidos…

Ela se levanta com duas amigas se aproxima do palco pra dançar, eu vou pra pista também, me aproximo, chamo sua atenção e puxo um papo. “Se os olhos são mesmo a janela da alma, o espelho do mundo, como falava Leonardo da Vinci, então a primeira coisa que preciso dizer pra você é: ‘Uau, que alma!’.” Ela sorri e me pergunta se sou eu o tal Robson, de vinte e poucos que esta a procura, rsrsrs… Rimos juntos, e eu acento que sim.

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Eu à convido pra dançar, e já adianto que não sei fazer direito, no momento em que vamos dançar a banda resolve tocar Always do Bon Jovi, onde já se viu, não da pra acreditar, vê se isso é música que se dance na balada? Fica engraçado, nós dois ali, com apenas dois dedos de conversa, dançando uma musica lenta… Damos risada disso também, ela me conta que a ultima vez que se viu numa situação dessas foi no baile de formatura do colégio! Eu não perco mais tempo, e peço pra beija-la! Ela me responde que não vai ficar comigo porque odeia o gosto de cigarro. É frescura que eu sei, um chiclete poderia resolver isso, mas ouvir ela dizendo mexeu com o ego… Voltamos as nossas mesas, eu tomo um drink, me encho de coragem e pego meu maço de cigarro, vou até a mesa dela e afogo ele no copo dela, olhando pra ela, eu falo que a partir daquele momento eu nunca mais ia fumar na vida! E não fumei mesmo…

O meu gesto impressionou, e fez a mesa falar de mim… Um amigo que estava por perto ouviu quando ela disse que ficaria comigo depois daquilo! Me contou, e quando eu a vi passando indo na direção do banheiro, fui atrás. No momento em que ela entrava, um garota saia, o que me permitiu alcança-la a tempo, segurei no braço, e à empurrei pra dentro do banheiro entrando junto com ela, sem dar tempo pra que ela reaja, atraio-a pra mim e a beijo… Beijo seu pescoço, ela joga os cabelos para trás e murmura que estou louco, eu agarrando na sua cintura continuo saboreando seu perfume, sentindo sua respiração cada vez mais ofegante. Minhas mãos avançam por seus quadris, por sua cintura, entre suas pernas… Sinto-a suspirar devagar, depois levemente mais depressa, enquanto se agita nos meus braços quase dançando… Uma pausa nós faz dar conta de onde estamos, é melhor parar pra balada não acabar mais cedo, eu saio, e fico a sua espera na porta, ela sai olhando pra mim com uma tranquilidade e uma serenidade que me fazem perder o constrangimento, e me beija de novo, sem falsos pudores.


É 25 de janeiro, aniversário de Sampa… Combinamos de sair, vou até seu apartamento, ao entrar a encontro ainda mais linda do que me lembrava, usa uma blusa branca, uma saia azul rodada, e sapatilhas que deixam seus tornozelos a mostra. Nas mãos o esmalte carmim contrasta com o batom dos lábios, esta lindamente bem arrumada, mas faz isso parecer muito natural, uma verdadeira bombshell…

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Saímos e no elevador peço a ela as chaves do carro, ela me olha com cara de quem não gostou da ideia, já sei que ela sente ciúmes do seu Troller, mas não me nega o pedido, de certa forma tolera meus abusos… Ao entrar no carro ela pergunta onde vamos, e eu digo apenas que venha comigo! Ela me olha de rabo de olho, desconfiada. “Sabe pilotar Jeep” me pergunta. “Sabe engatar as mar…” não da tempo dela terminar a frase e eu arranco com o carro. Dirijo tranquilo, não muito depressa, passo as marchas tranquilamente e percebo seu olhar de aprovação. Distraído avanço um sinal vermelho, e ela sem pestanejar me da um soco no ombro, “Woll… Não precisa bater, me distrai com você”.

Chegamos ao Kinoplex, 6 salas dentro de um hotel, com uma praça de alimentação ao ar livre, filmes diferentes com horários variados… Vou a bilheteria, e ela vai comprar pipoca. Quando nos encontramos de novo tenho nas mão 6 entradas, e ela um balde de pipoca e uma coca-cola com dois canudos. “Vem mais gente ver filme?” me pergunta, “Não, é que eu esqueci de perguntar que filme queria ver, então compra entradas pra uma comédia, um romântico e um de terror!” Ela ri, eu dou risada, e ficamos assim um sorrindo pro outro. Pego a coca de suas mãos, dou um gole, e sigo na direção da sala, Gisele me segue tentando não deixar a pipoca cair.

Que filme vamos ver primeiro?
— Primeiro o de de terror, depois vamos assistir a comédia, para que você se recupere, e por último o romântico, para quem sabe eu me recupere.
— Com um filme romântico, se recuperar de que?
— Recuperar você, no sentido físico, pra uma cinéfila em abstinência, essa dose de hoje merece uma recompensa.
— Recompensa é, o que você vai querer?
— Quero uma coisa só, mas quero varias vezes…

Ela me joga o balde com pipocas, e tento pegar no ar, mas é em vão tendo em conta que estou com a coca nas mãos. O resultado não é dos melhores, fico com algumas pipocas na camisa, umas no cabelo e muitas outras aos meus pés. Gisele se afasta dando de ombros… “Não se preocupe, é por conta da casa”.

Agora sou eu quem a sigo até a sala, esta tudo escuro e eu não consigo acha-la, me acerta um pipoca no rosto, “Estou aqui”, sento-me ao seu lado, e ela me oferece sua pipoca. Ela me atrai para si sorrindo, e eu não me faço de rogado. Depois do primeiro filme, vamos tomar uma cerveja, antes de assistir a comédia.

— Diga a verdade Gisele, você sentiu medo?
— Eu? Não conheço essa palavra.
— Então me diz por que apertava tanto minha mão, e depois quando não dava medo, afastava a mão?
— Estava com medo!
— Ah viu… Eu disse!
— Estava com medo que o cara atrás da gente nos denunciasse. Por brigarmos ou pior ainda, por atentado ao pudor.
— Melhor que fosse pela segunda opção.
— Claro, assim como aquele dia no bar.

O segundo filme, não consigo conter minhas gargalhadas e ela também não… O que será que ela está achando de mim, será que gostou dos filmes que escolhi, será que ela esta rindo de mim? Horas Robson, pra que tanta insegurança!

Ela se levanta.

— Vou ao banheiro!
— Ok.
— Entendeu?
— Sim, você disse que vai ao banheiro!

Gisele balança a cabeça e sorri, saindo da fila de poltronas, agachando-se um pouco para não incomodar ninguém. Volto a ver o filme, alguns minutos e eu também tenho que ir ao banheiro. Bom, “tenho” é um pouco de exagero. Estou a fim, e é melhor, no mínimo pra saber se entendi realmente o recado.

— Até quem fim…

Surge ela atrás de mim quando saio da sala.

— Por um momento achei que não tivesse entendido — ri.

Não lhe digo que por um momento eu realmente não entendi.

Você me assustou!

Gisele, vem e me beija… Está quente, suave, bonita, perfumada, desejável… e pronta pra fazer uma loucura!

— Vai ficar ai sem dizer nada?
— Sim. O que vamos fazer?

Ela me puxa pela mão e entramos no bainheiro feminino. Ela sorri como moleca que esta aprontando…

— Pode vir, está vazio, eu já olhei.

Ela apoia as mãos atrás, dá um impulso e sobe na pia, sentando-se. Estica as pernas e me abraça com elas. Quando vou beija-la ela coloca sua calcinha no bolso da minha jaqueta. Ela já tirou, e isso me excita ainda mais. Um barulho do lado de fora nos deixa apreensivos enquanto ela desabotoa minha calça. Ela se prende em mim, e entramos na cabine, por sorte com espaço o bastante pra nós dois. Logo estou dentro dela, inteiro… Rimos juntos enquanto a penetro. De repente ela geme e suspira enquanto do lado de fora o barulho parece ficar mais próximo. A pego pelas nádegas e me agarro a ela, a penetro mais fundo para senti-la ainda mais minha. Ela sorri, e depois suspira, apoia a cabeça no meu pescoço e me morde com vontade… “Não pare, continue” e eu continuo lentamente, enquanto me prende em suas pernas com mais força. Saímos da cabine e eu a coloco em cima da pia novamente, beijo suas pernas, e a saia cai para o lado. Sua pele sobre a porcelana branca e fria da pia faz ela se estremecer. Leva as mãos para trás e encosta a cabeça no espelho. Eu levanto suas coxas e a penetro ainda mais. Ela suspira, cada vez mais forte, suspira e vejo que ela está prestes a gozar. Fecho os olhos e chegamos juntos, suas pernas tremem pelo prazer satisfeito. Ela se desequilibra e abre a torneira que molha sua saia.

— Ai, está gelada…

Rimos juntos, e em seguida nos ajeitamos o melhor possível. Ela olha no espelho sua saia molhada, cruzo meu olhar com o seu e ficamos assim alguns segundos! Ela sai, certifica-se de que posso sair e eu saio na sequencia. Bem a tempo, o filme termina e todos saem da sala.

Autor: @robsonpnx
Imagens: Marcela Gutierrez

Sabe o que é…

Enquanto ela aguarda ele chegar, ambos trocam sms freneticamente, uma ansiedade toma conta dela!

Ele para o carro em frete ao portão, ela ouve o barulho, o cachorro late anunciando a chegada dele, mas ela só sai de casa depois que ele a chama.

Parei com a frente do carro fechando um pouco da garagem do vizinho, ele não vai reclamar?

Beijam-se burocraticamente ainda com a porta aberta. Ele entra, ela tranca, ele tira as coisas dos bolsos e deixa em meio a bagunça da estante. Senta-se no sofá, ela pega um cigarro, abre a porta da varanda, e fuma enquanto fala.

…Sabe o que é amor! A gorda do trabalho esta me tirando do serio, quando ela esta perto minha cabeça parece que vai explodir. Minha mãe não para de me pedir dinheiro e anda gastando as turras. Minha irmão não consegue dar jeito no marido dela, acredita que ele tá desempregado de novo?

Ela da as últimas tragadas com uma certa pressa, e enfim sobe sobre ele no sofá. Lança a butuca janela afora. Abre a braguilha dele, levanta a saia, esta sem calcinha, se encaixa de vagar. Tira anel, pulseiras e colares. Joga-os displicentemente na mesa de centro. E fala sem parar, enquanto transam no sofá.

…Sabe o que é amor! Não suporto mais aquela gorda se intrometendo em tudo, qualquer assunto que eu e as meninas conversamos ela se mete, sempre com algum comentário inconveniente que nos reduza. Ai assim, continua tá gostoso… E minha mãe então, sempre me liga com uma novidade, querendo dinheiro pra alguma coisa que ela quer fazer com ela ou na casa. Ai, tá bom, não para, ai, gostoso, gostoso, gostoso, vai…

Ela goza. Joga a cabeça sobre o ombro dele. Respira fundo. Sussurra no ouvido dele:

Delícia…
Eu estava com saudades
É?
É.
Eu também.
Você também?
É.
Estava nada.
Claro que estava. Não deu pra notar?
É, deu.”

Sorriem. Beijam-se. Ela se levanta rápido, ajeita a saia e vai ao banheiro. Pergunta lá de dentro:

Você quer vir pra cá na quarta? Se não der, me manda uma mensagem pra eu não ficar te esperando.

Volta ajeitando os cabelos. Recoloca anel e pulseiras. Ele checa o celular.

Por que você nunca desliga o celular?
É vício, estou tentando me controlar
Você namoraria comigo?
Está querendo namorar agora?
Tenho pensado nisso.
E o que aconteceu com a mulher bem resolvida que mora sozinha e é independente?
Se cansou.
Que nada. Você só me quer porque cozinho melhor do que você.
Quero você por perto pra cuidar de mim.
Você não me aguentaria.
Não?
Tenho que ir…
Fica mais, porque você está sempre fugindo, passa a tarde comigo!
Você é tão doce. Me sinto bem aqui. Me sinto leve… Mas, tenho que ir!

Ela se senta de novo no colo dele. Abraça. Volta a se excitar. Tira anel e pulseiras, joga-os na mesa de centro. Enquanto ela fala, transam novamente:

…Sabe o que é amor! Se você vir morar comigo, vai me deixar mais calma, vai equilibrar meus chacras, me deixar mais centrada. Você não é como meu cunhado, você toma conta das coisas, sabe a hora certa pra falar, não é acomodado. Nossa que gostoso… Minha irmã fez a pior escolha pra casa, acho que ela tem o dedo podre. Você é meu homem, meu amor. Ai, tá gostoso… Assim, não para, vai, vai…

Ela goza novamente. E se deixa quase desmaiar com as pernas tremulas ainda sobre ele. De repente ele fica aflito, levanta-se rapidamente, pega as coisas na estante, e as coloca de novo no bolso.

Você é tão gostoso, queria que ficasse!

Ele não responde, ela ajeita-se, ele checa novamente o celular e dirigi-se até a porta, despende-se com um beijo rápido. Ela sorri o olhando da porta enquanto ele entra no carro.

Então, quarta?

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Nunca mais se viram. Não respondeu as mensagens dela, nem os e-mails, não ligou. A palavra “namorar” contaminou a relação dos dois. Também, mulher que só sabe reclamar de tudo, ninguém merece…

Autor: @robsonpnx
Imagem: Esra Roise