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O genocídio de Alckmin (4)

Educação e africanidades

Por Felipe Choco (Grupo Kilombagem)    

 Se fossemos categorizar o que humanamente representa um choque, poderemos dizer que temos dois tipos, ou duas fases: há aquele choque que de tão forte, nos gruda, nos derrete, nos paralisa. Outro tipo é o choque que nos expele, quase como em uma catapulta, que consciente ou inconscientemente nos mobiliza, tira-nos da inércia do corpo parado, sem movimento.

     A invasão das polícias e guardas locais e estaduais de São Paulo no bairro Pinheirinho em São Jose dos Campos (SJC) foi um Choque para além da Tropa. Mentiras, conversas e informações desencontradas, traições criminosas por parte do governo do Estado, quebra de pacto federativo, documentos judiciais praticamente adulterados, arbitrariedade e declaração de guerra, dentro do que foi calculado como um “estupro social” e a nítida expressão do “ódio ao povo trabalhador, pobre”.

     O que dizer a uma criança que aos 10…

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Liga da Justiça em Ação!

Estou de férias como todos já sabem, mas não posso ficar sem me manifestar frente a greve da PM na Bahia. Porque como vocês sabem que eu adoro um burburinho com a PM, seja a de São Paulo ou a de qualquer outro estado, é serio, já esta se tornando uma relação de amor e ódio! A cada post, ou twitter criticando eu recebo advertências por e-mail, e ameaças de processos nunca levadas adiante, por que ainda existe a liberdade de expressão para todos!

Nesta quinta 02/02 os PMs de Vitoria da Conquista também aderiram a tal greve, o que todos reivindicam é o de sempre, melhores salários e condições de trabalho! Ok, agora vem a novidade! Quais são as atuais condições de trabalho dos PMs da Bahia, um misero salário de 1.202,00 reais mês, coletes vencidos e armas enferrujadas, além da falta de uma ajuda psicológica… Triste né? É verdade, eu não gostaria de trabalhar fazendo a segurança de ninguém nessas condições! Ainda assim, mesmo trabalhando nessas condições a PM da Bahia consegue ser uma das mais violentas do país com inúmeros registros de agressões nas festas populares, por isso acho que o mais importante nas reivindicações é a ajuda psicológica! Há tempos essa PM despreparada vem mostrando sua cara, basta ver os índices de violência e homicídios do estado que só nos últimos 4 anos aumentaram cerca de 50,4%. Durma-se com um barulho desse!

E com tudo isso acontecendo o Governo baiano já esta tomando suas providências, Wagner voltou de sua viagem as Ilhas Caribenhas (Haiti e Cuba), pediu ajuda da Guarda Nacional, e colocou o restante do efetivo da PM que não aderiu a greve pra cair de pau em cima dos grevistas dentro das assembleias espalhadas no estado!

NINJA

Mas é fevereiro, o mês do carnaval, e tudo o que se quer imprensa quer saber da Bahia é a ordem em que os Trios Elétricos vão descer a avenida até o farol, todas as emissoras se retiraram das assembleias – dizem que a mando do Governo Wagner – para que ele possa cair de pau em cima dos grevistas sem que haja registros!

Quer saber de uma coisa, todos os demais governos e sistemas de governo do mundo invejam a forma de governar de Wagner, ela é perfeita, é genial. Perfeita por que usa a “alegria” como forma de controlar as massas, enquanto o resto do mundo se esforça para controlar as massas através do capitalismo, socialismo, ou das guerras, revoluções e do consumo, na Bahia não. O Governo só faz o suficiente para gerar “alegria”, mantem-se todos pobres, colocam o som pra tocar no Trio Elétrico e inventam feriados pro ano todo, assim o carnaval se perpetua em Salvador. Só que essa brasilidade enlatada que o governo baiano adora vender pro resto do mundo não é mais a que o povo quer, eles já abriram seus olhos, isso porque a Bahia não é só o carnaval de Salvador, existe também a marginalidade das cidades do entorno, o crack que anda devastando os jovens em Vitoria da Conquista e Feira de Santana, a miséria e a seca que devastam famílias, plantações e criação na caatinga! Nem todo mundo quer essa felicidade moribunda, falsa, que dizem ser boa pra todo mundo, alguns preferem encarrar a realidade.

Para os que não querem, ou se acham acima disso, em caso de emergência não liguem para o 190, chamem a Liga da Justiça, quem sabe eles ajudam, porque em cima de um Trio Elétrico eles não fazem justiça alguma.

Autor: @robsonpnx
Imagem: Comunica

O genocídio de Alckmin (3)

Moção de repúdio à política do coturno em Pinheirinho:

“De um lado, pelo menos 1.600 famílias que lutam pelo direito de morar no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), ocupação que tem oito anos de existência.

Do outro, mais de 2.000 policiais militares e civis cumprindo ordens da Justiça Estadual e da Prefeitura de São José dos Campos, em favor da massa falida da empresa Selecta, pertencente ao mega-especulador Naji Nahas.

Ainda que não houvesse outras circunstâncias agravantes no caso, já seria possível constatar que as instâncias dos poderes executivo e judiciário fizeram a opção, em Pinheirinho, pela lei que protege a especulação imobiliária, em detrimento do direito das pessoas à moradia. Vence mais uma vez a política do coturno em prol do capital.

De um lado, bombas, armas, gases, helicópteros, tropa de choque. Do outro, dois revólveres apreendidos. Não há notícia de que tenham sido usados. Uma praça de guerra é instalada – numa batalha em que um exército ataca civis. Não há plano de realocação das famílias.

As que não conseguiram ou não quiseram fugir, ou receberam dinheiro para passagens para outras cidades, ou estão sendo mantidas cercadas, com comida racionada, como num campo de concentração.

A imprensa não pode entrar no local, não pode fazer entrevistas, e os hospitais da região não podem informar sobre mortos e feridos. O que se quer esconder? O Governo do Estado lavou as mãos diante do caso, assim como o Superior Tribunal de Justiça. O Governo Federal tardou em agir.

A chamada “função social da propriedade”, prevista na Constituição Brasileira, revelou-se assim como peça de ficção, justamente onde a ficção não deveria ser permitida. Mais uma vez, o Estado assume o papel de “testa de ferro” para as estripulias financeiras da “selecta” casta de milionários e bilionários.

A política do coturno em prol do capital vem ganhando espaço. Assim está acontecendo na higienização do bairro da Luz, em São Paulo, preparando-o para a especulação imobiliária; assim vem acontecendo na repressão ao movimento estudantil na USP, minando a resistência à privatização do ensino; assim acontece no campo brasileiro há tanto tempo, em defesa do agronegócio. Os exemplos se multiplicam.

E não nos parece fato isolado que, hoje, a quase totalidade dos subprefeitos da cidade de São Paulo sejam coronéis da reserva da PM. Nós, trabalhadores artistas, expressamos nosso repúdio veemente a esse tipo de política. Mais 1.600 famílias estão nas ruas: a lei foi cumprida. Para quem?”

Autores: Juliana Rojas e Marco Dutra