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Vou ali e já volto…

Tô saindo de férias, aqui e das redes sociais!

Quem for meu amigo e tiver meu telefone, sabe como me achar, caso contrario, manda e-mail, se for interessante eu respondo. As senhoritas Helô e Branca continuaram a escrever para vocês, assim espero! Não vou sair do país, talvez nem mesmo da cidade, mas prometo voltar com muitas novidades, vou colocar minha leitura em dia, e descansar um pouco…

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Acho que é possível viver sem internet né! Vou tentar…

Autor: @robsonpnx (Férias)
Imagem: Kenny Random

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Parabéns Sampa…

Hoje é aniversario de São Paulo, a cidade perfeita… Sim pra mim ela é perfeita, é como o Wabi-Sabi das metrópoles. Vejo nela toda a beleza das outras grandes mundiais, não ignoro seus defeitos e mesmo assim acho ela a mais bela. Sou apaixonado por São Paulo desde pequeno quando ia com meu pai ao centro. É uma paixão avassaladora por cada rua, cada cantinho, cada personagem dessa cidade. E todo mundo que se apaixona, sabe como é, fica com devaneios de casar, se eu pudesse me casaria mesmo com ela.

Eu sei que grandeza, miséria, riqueza, mesquinhez, alegria e dor coexistentes em cada pessoa que mora em São Paulo. Somos assim porque a cidade nos proporciona isso, só aqui as pontes que deveriam unir servem como muros para miscigenar. É uma cidade de duas faces, onde a face do carro importado, que reside no City Gardem ignora o vendedor de balar no farol, e chama a Ellis – nome dado em homenagem a Ellis Regina – de Maria, porque a gente sabe como é difícil pra um burguês decorar o nome da empregada! Mas não me deixo atingir por isso, ha paulistanos acima dessa divisão que a cidade impõem, ha também os que a cidade adota como eu! E estes paulistanos são os mais apaixonados…

Parafraseando o publicitário paulistano Washington Olivetto para expressar um pouco dessa minha paixão:

Das maiores cidades do mundo , São Paulo é a melhor.
Porque não se parece com nenhuma outra no geral,
mas se parece com todas as outras no particular.
São Paulo é Tóquio na Liberdade, São Paulo é Roma na Bexiga,
São Paulo é Nova York na Avenida Paulista,
São Paulo é Paris no Lago do Arouche.
Mas, acima de tudo, São Paulo é São Paulo.
Cidade assanhada e miscigenada.
Como qualquer cidade do mundo gostaria de ser”

Quero deixar pra vocês também O Alento da Luísa Maita, de todos os clipes gravados nessa cidade, nenhum outro vem tão carregado dessa alma paulista!

Parabéns Sampa, sua perfeitinha ordinária…

Autor: @robsonpnx

Um Banho de Chuva e um Cachecol Azul!

— Alô, Ravier! Vamos a uma festa hoje?
— Tudo bem Beto, mas você pode passar na minha casa?
— Claro, te pego as 21:30hs. Tudo bem?
— Sim, te espero então!

Ravier carrega consigo essa velha mania, sempre aceita convite para qualquer coisa que envolva álcool, musica e gente legal — Pouco tempo depois no carro de Beto — Passam em frente ao Parque Ibirapuera, seguem pela Av. Brasil e chegam ao Jardim Europa, passando por algumas ruas até chegarem a Rua Antônio Bento, Beto para em frente a uma mansão moderna, estaciona, desce e toca o interfone. Abrem o portão e eles entram. A casa é muito bonita, janelas cobertas com cortinas de diversas cores voltadas para o jardim, uma piscina meio vazia descansa um pouco mais além a espera do verão, e ali perto uma quadra de tênis de terra batida, e a rede tensa parece montar guarda. Um mordomo os espera na porta.

Ao entrarem Carol a dona da casa corre ao encontro deles, cumprimenta Beto afetuosamente, ao ver que Beto esta acompanhado Carol se vira e pergunta; “Conseguiu?”. E ele a olha como quem diz, “claro, não vê que ele esta aqui”. Sem entender muita coisa Ravier cumprimenta Carol, e todos se dirigem para o salão onde acontece a festa!

Repentinamente no meio desse salão, cheio de pessoas desconhecidas, de vozes distantes e confusas, de livros antigos, de quadros pintados pelo tempo… Ravier ouve um riso, o riso que sentia falta, o riso pelo qual ele procurou por todas as ruas de São Paulo. Gisele, que esta sentada em um sofá no meio da sala, como de costume é o centro das atenções, conta algo e ri, todos a sua volta riem iluminados por sua personalidade envolvente. Ravier se vê dentro de um caleidoscópio, vê passar por sua mente cada momento vivido ao lado dela, o encontro inesperado no Corleone, dançando Aways do Bon Jovi, a explosão enlouquecida de seu amor por ela. Naufragado em inseguranças pelo reencontro inesperado Ravier tenta fugir, mas já é tarde, Gisele o viu e vai ao seu encontro.

— Ravier! Não acredito, que surpresa boa…

Ela o abraça, aperta forte e o beija suave no rosto. Depois se afasta, mas não muito, e fica parada olhando-o fixamente nos olhos enquanto sorri.

— Estou contente em vê-lo, mas o que faz aqui?

Antes que Ravier tenha tempo de responder, Gisele começa a falar… Ri e fala, fala e ri. Comenta sobre coisas que ele fez nesses últimos 2 anos, fala dela, como foi sua saída do programa, a volta definitiva pra São Paulo, coisas que já não lhe importava mais. De repente o pega pelo braço e o arrasta, mais mulher, mais segura, mais madura… “Vem comigo, quero te apresentar uns amigos”. Ravier sorri e cumprimenta a todos como se aquilo fosse importante pra ele, nomes e sobrenomes, historias e mais historias de pessoas que se acham nobres por pertencer a alta classe Paulistana. Ravier olha Gisele, observa essa hábil cortesã, dama impecável dessa sua alta sociedade…

Ravier olha a sua volta e vê Beto num canto da sala a sorri. Beto percebe, olha pra Ravier e pisca, sem avisar nada Beto sai com Carol em direção a porta. Ravier vê o amigo ir embora, e o deixar ali sozinho com Gisele, sozinho com o destino do seu passado. Que grande mente a de Beto, elaborador de destinos, impecável e genial. Ravier se afasta, vai ao bar tomar algo, encontra um rum — Um Pampero, o melhor — Pega um copo e bebe de um gole só, mais outra vez… Mais um copo! Volta pro lado dela, sentam-se num sofá, Ravier olhando para ela fixamente, Gisele sorri…

— Você bebeu, não é?
— Sim, um pouco…

Em instantes os dois estão ali, nos fundos da casa, à sombra, próximos a duas bicicletas abandonadas, olhando a noite, enquanto o tempo passa. Gisele desata a falar mais, conta tudo, tudo que se pode contar, ou o que decide contar. Ela mulher, clara e transparente, ou talvez não. Antes que Ravier lhe pergunte quantos braços a estreitaram para transforma-la no que é, a noite se acaba, exatamente como a sua garrafa.

Todos se despedem, trocam beijos, recordam compromissos futuros! E do lado de fora dos portões Ravier se encontra sozinho.

— E agora o que vai fazer?
— Nada. Vim com meu amigo Beto, mas ele foi embora.
— Não se preocupe, eu estou de carro, pode deixar que eu te levo! Vamos?

Gisele manobra seu Minicooper azul para que Ravier entre no carro! Gisele o olha enquanto dirige. “Tome”, entrega a Ravier um cachecol azul. Ravier agradece e diz não estar com frio, Gisele ri, “Bobo”, o olha com seriedade. “Coloque-o nos olhos, assim você não vai poder ver nada. Lembra, não? Agora é minha vez”. Sem dizer nada Ravier amarra o cachecol em volta da cabeça. Gisele aumenta um pouco a musica, e Ravier se deixa levar assim tranquilo pela musica, por ela, pela garrafa de rum que acabou de tomar, pelas ruas.

— Pronto, chegamos!

Ravier tira o cachecol/venda e avista São Paulo, provavelmente estão no mirante da Cantareira. Repentinamente Gisele se aproxima e o beija, suave, sem pudores, e sorri na penumbra da noite nublada.

— Senti sua falta, sabia?

Gisele sorri enquanto desabotoa a camisa de Ravier, continua tranquila e desce um pouco mais, sem pressa, mas decidida, segura, ainda mais segura… O empurra pra fora do carro e ri divertida porque começou a chover. Levanta a camisa e tira o sutiã, ficando com os seios a mostra, deixa-se acariciar pela água e depois por Ravier, que escorrega com a língua por seus mamilos molhados. Com as mãos firmes ela abre o seu cinto, desabotoa sua calça, deixando que caia, coloca a mão dentro e sussurra em seu ouvido:

— Aqui está… Olá… Quanto tempo…

Atirada como nunca fora antes, beija seu peito enquanto a chuva continua a cair. Depois escorrega mais abaixo, deixando-se levar por essas gotas até encontra-lo. Ravier relaxa assim, levado pelo rum, pela chuva, por uma Gisele que desconhecia. Agora molhado, todo e por todos os lados, raptado pela boca que o acaricia quase com raiva, agora mais depressa, sem parar, com a boca ávida de tudo aquilo que já não é mais seu. Depois se afasta, levanta-se, investe e o joga no chão, e ele se deixa cair. Ela sobe sob ele, levanta a saia e não tem nada embaixo. Molhada por todos os lados, segura suas mãos e fica assim por cima, começa a cavalgar enquanto a água cai. Ravier agarra-se ao chão, sente sua cabeça girar por causa da bebida. Gisele o olha desejosa, sensual, atirada. De repente um relâmpago, e então Ravier pode guardar aquela imagem em sua memoria como uma foto superposta, uma imagem desfocada, uma Polaroid.

A chuva engrossa e Gisele segura Ravier com mais força, ele se mantem quieto, ela move-se para cima e para baixo, quase com raiva, continua sua corrida com mais ímpeto sem deixa-lo fugir, cavalga e goza, sem lhe dar trégua, nem repouso. Mais, mais e mais… Se afasta só no último momento, quando Ravier também goza. E satisfeita, contente, já saciada, desaba sobre ele. Abandona-se assim, entregue aquele prazer. Depois da um beijo suave.

— Ravier, tenho que lhe contar uma coisa!

Enquanto Ravier volta a se vestir embaixo d’água, embaixo daquela chuva típica paulistana, ela continua:

— Só espero que não fique com raiva.

Ravier torce o cachecol molhado e o enrola no pescoço, depois sacode os cabelos na tentativa de se ajeitar um pouco, e ela termina:

Queria te dizer, eu vou me casar daqui a duas semanas!

Autor: @robsonpnx